Após a inauguração do centro comunitário, anteontem, a Associação de Moradores do Núcleo Édson Francisco da Silva Bauru (16) agora está organizando atividades para realizar no prédio que tem um salão de festas, uma sala para administração, uma cozinha e quatro banheiros. As primeiras propostas são oferecer aulas de inglês, capoeira e dança de rua para a população do bairro além de sediar as reuniões da associação, que até agora eram feitas na casa do presidente da entidade.
Futuramente, o projeto é montar uma biblioteca no centro comunitário. Para pagar a manutenção do prédio - que inclui contas de água, luz e outros gastos -, a associação de moradores pretende fazer festas como feijoadas. “Já estamos programando a primeira feijoada e também pretendemos alugar o salão para festas de aniversários, por exemplo”, diz Luiz Antônio Alcides, presidente da entidade.
O centro comunitário, que leva o nome do empresário Moussa Tobias, falecido recentemente, foi construído com verba do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Comunitário (Prodec), da Caixa Econômica Federal (CEF) e com doações da comunidade. Maria Cristina da Silva Alcides, relações públicas da associação, conta que a verba do Prodec, de R$ 53 mil, não foi suficiente para terminar a obra. “Moradores do bairro, comerciantes e outras pessoas da cidade ajudaram. Alguns cederam materiais e outros entraram com a mão-de-obra”, frisa.
O Bauru 16 foi inaugurado há 15 anos e até então não tinha centro comunitário. “Havia essa verba do Prodec, mas a associação não conseguia recebê-la porque documentos precisavam ser legalizados e a prefeitura tinha que ceder o terreno para a construção do prédio”, relata Alcides.
Maria Cristina ressalta que o centro comunitário é o segundo equipamento social do Bauru 16. “Só tínhamos a Emei (escola municipal de educação infantil) até agora”, diz. Antes de iniciar as atividades, no entanto, a diretoria da associação de moradores está coletando doações para equipar o centro comunitário. “Já conseguimos freezer, fogão e já nos comprometeram com a doação de mesas e cadeiras”, afirma Alcides.