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Editorial


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Não é de hoje que se fala que o trânsito brasileiro já ultrapassou os limites de “simples” tragédia humana para ser encarado como uma verdadeira questão de saúde pública.

Estudo desenvolvido pelo SOS Estradas, programa de redução de acidentes, é mais uma prova disso. Ele revela que 42 mil pessoas morrem no trânsito brasileiro todos os anos. Para se ter uma idéia da gravidade dos números apresentados, o resultado é o mesmo dos Estados Unidos, país com 293 milhões de habitantes e frota de automóveis dez vezes superior a nacional.

Pelas projeções feitas pelo SOS Estradas, 24 mil pessoas morrem decorrentes de acidentes nas estradas, o que representa 57% do total das 42 mil vítimas fatais em acidentes de trânsito em área urbana e rodoviária em todo País.

Segundo o coordenador do SOS Estradas, Rodolfo Alberto Rizzotto, os dados das mortes em acidentes nas estradas são referentes apenas aos ocorridos em rodovias pavimentadas, que representam apenas 10% da malha rodoviária do País, estimada em 1,6 milhão de quilômetros.

Pela estimativa do SOS Estradas ocorrem por dia 723 acidentes nas rodovias pavimentadas, morrendo no local 36 pessoas, sendo que 418 das quais ficam feridas e 30 irão falecer nos hospitais. A avaliação final do trabalho sustenta que as principais razões para os acidentes nas estradas são a falta de atenção, provavelmente decorrente da fadiga, e o desrespeito as normas de trânsito.

Com a palavra, as autoridades e, principalmente, os motoristas nacionais, os grandes “vilões-vítimas” desse triste cenário.

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