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Vôlei: Brasil enfrenta Espanha no Ibirapuera

Da Redação (com Agências Folha e Lancepress!)
| Tempo de leitura: 3 min

São Paulo - O Brasil enfrenta a Espanha, hoje, às 10h, no ginásio do Ibirapuera, em São Paulo, em seu terceiro compromisso na Liga Mundial-2004. Os brasileiros esperam um adversário mais forte do que os gregos, que perderam as duas primeiras partidas na competição para a seleção.

“É um time mais rodado e experiente do que a Grécia. Estão desfalcados, mas acho um time forte mesmo assim”, declarou o jogador Giovane.

O técnico Bernardinho também tem desfalques para o jogo. Contundidos, Nalbert e Giba estão fora do confronto. O levantador Maurício, convidado pelo COB para carregar a Tocha Olímpica no Rio de Janeiro, foi liberado pelo treinador e também não vai participar. “Achamos mais do que justo que ele aceitasse esse convite”, declarou Bernardinho.

O substituto de Maurício será Marcelinho. “Ele é um jogador muito inteligente. Não tem a habilidade do Maurício nem a velocidade do Ricardinho, mas joga muito bem taticamente”, elogiou o técnico brasileiro.

Marcelinho não atua pela Seleção Brasileira em jogos oficiais desde a Liga Mundial de 2002. “É uma oportunidade muito boa, às vésperas dos Jogos Olímpicos. Acredito que ainda tenho chance de obter uma vaga. É a chance que tenho para provar que posso ir à Olimpíada de Atenas”, disse Marcelinho, eleito melhor levantador da Superliga Nacional de 2003/04.

Bernardinho disse ontem que a “falta de responsabilidade” faz da Espanha um rival perigoso para o Brasil nas duas partidas deste fim de semana. “A Espanha não tem muita responsabilidade neste momento. Joga com maior tranqüilidade e será mais perigosa. Nós somos mais cobrados em casa. Por isso, acho que vamos encontrar muitas dificuldades. Estou convencido de que vamos enfrentar uma equipe muito dura”, analisou.

Em relação ao desfalque de Pascual, principal jogador espanhol, Bernardinho considera que isso não fará da Espanha um adversário menos perigoso. “Sem Rafa Pascual, o time será mais coletivo e suas ações não se concentrarão num só jogador”, explicou o treinador.

O capitão Giovane aponta os prós e contras de jogar em casa. “Aqui existem fatores extra-quadra que não enfrentamos lá fora, como família, torcedores e assédio da imprensa. Por isso tudo, temos mais dificuldade para manter o foco, a concentração. Em compensação, temos como ponto positivo na balança o ginásio lotado. É um grande choque para o adversário e um ponto forte a nosso favor”, diz o atacante.

“Já fizemos a nossa estréia, mas não podemos esquecer que todos os jogos são difíceis. Não há mais partida fácil. É preciso que o grupo entre forte e confirme o resultado. Essas partidas são importantes porque servem para nos dar ritmo para as finais e também para os Jogos Olímpicos, já que temos um período curto para treinar”, comentou o líbero Escadinha.

A Liga Mundial tem mais três jogos hoje. Pelo Grupo B, a Polônia recebe a Bulgária, em Bydgoszcz, enquanto França e Japão jogam em Paris. Pelo Grupo C, a Sérvia e Montenegro atua em casa, na capital Belgrado, contra a China.

Ontem, a Grécia venceu Portugal por 3 sets a 0; a China surpreendeu a Sérvia, por 3 a 2; a Polônia bateu a Bulgária, por 3 a 1; e Cuba derrotou a Itália por 3 a 2.

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