Indignante. Não há outro adjetivo melhor para definir mais um aumento dos combustíveis. Em princípio, muitos poderiam pensar que trata-se de mais uma “gritaria” para chover no molhado. Engana-se quem tem esse raciocínio, pois não há como não revoltar-se ao chegar na bomba para abastecer e ver um litro de gasolina custar mais de R$ 2,00.
O sentimento de que “estou sendo enganado” aumenta à medida que, cada vez mais, o País torna-se quase independente de outras nações na produção de petróleo. Como pode um privilégio desse, que poucos países possuem, acabar em um combustível tão caro, e até de baixa qualidade, para o consumidor?
Basta ver o panorama dos últimos reajustes, especialmente em Bauru, que ultrapassaram a previsão de 4,5% feita pela Petrobras. Segundo o Sindicato do Comércio Varejista de Derivado de Petróleo do Estado de São Paulo (Sincopetro), os aumentos chegaram a 7,6% em alguns estabelecimentos da Capital.
A explicação está nos novos preços praticados pelas distribuidoras. O aumento para o consumidor será aquele que o distribuidor repassar para o posto. Segundo o presidente do Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes (Sindicom), Alísio Vaz, os aumentos dependem da política comercial de cada distribuidora.
Outra insatisfação dos revendedores foi a forma como o reajuste foi anunciado. O revendedor foi pego de surpresa. Muitos postos trabalham com pequenos estoques e a corrida por gasolina mais barata deixou muitos estabelecimentos quase sem produto. Por isso, a entidade pede à estatal que anuncie reajustes com 24 horas de antecedência.
Quem sofre com isso, é claro e óbvio, é o consumidor. Até quando seremos obrigados a viver neste martírio?