Em nota oficial distribuída à imprensa na noite de ontem, o presidente da executiva municipal do PTB, vereador Milton Dota Jr., informou que as negociações com o PPS para uma coligação nas eleições municipais de outubro estão encerradas. O documento, enviado por fax, é subscrito pelo vereador, mas não está assinado.
A nota reconhece que a pré-candidatura de Antonio Sérgio Marsola (PPS) à prefeitura “é absolutamente legítima”. “O Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) decide deixar que suas pretensões políticas tenham andamento dentro da ordem e do equilíbrio que se fazem necessários”, esclarece.
O texto segue explicando que os petebistas não querem “estabelecer nenhum constrangimento” por divergências que possam vir a surgir entre os pré-candidatos a vereador do PPS. “O PTB optou por não mais participar da coligação sugerida para o próximo pleito eleitoral. Dessa forma, fica exposta de maneira clara que a união entre os citados partidos, que durante a atual gestão reverteu em bons resultados para a nossa cidade, faz-se encerrada em função da escolha do PTB”, finaliza a nota.
Dota Jr. afirma, após o rompimento com o PPS, que ainda é incerto o destino do PTB nas eleições municipais. Garante que tem convite de alguns grupos políticos para composição majoritária e proporcional, mas não revela quais são.
Nos bastidores políticos, comenta-se que o fato de o PTB de São Paulo ter anunciado ontem que apoiará a candidatura à reeleição da prefeita Marta Suplicy (PT), poderá estreitar os petebistas de Bauru com a cúpula do PT. O partido tem Estela Almagro como pré-candidata a prefeita. Portanto, caberia ao PTB indicar o vice.
"Lamento"
O presidente da executiva municipal do PPS, Rubens de Souza, lamentou a decisão tomada pelos petebistas. “Infelizmente, as conversações com o PTB eram precedidas por notas de seus dirigentes na imprensa. Fiquei sabendo pelo jornal de que o PTB daria um ultimato ao PPS. Lamento a forma como as articulações estão sendo conduzidas”, diz Souza.
Segundo ele, Dota Jr. nunca apresentou a lista de pré-candidatos do PTB à Câmara Municipal para justificar a coligação no campo proporcional (vereadores). “Essa era uma exigência da direção do partido, dos vereadores e pré-candidatos que vão disputar a Câmara. O que eu ouvia dos colegas de partido é que o PTB estaria em dificuldades para arrumar pré-candidatos”, explica.
Mesmo após a distribuição da nota do PPS à imprensa, Souza ainda não havia sido informado oficialmente do rompimento dos petebistas com seu partido.