Tribuna do Leitor

A FERROVIA NO CONTEXTO ECONÔMICO SÓCIO/POLÍTICO


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Em diversas regiões as comunidades reivindicam muito mais ferrovias do que rodovias e, todos sabemos, não é porque estas já atendem a todo o País. Embora servidas por estradas asfaltadas, percebem que se agravam as dificuldades para transportar suas riquezas de maneira segura e num fluxo constante.

Verdade é que nenhum país de dimensões semelhantes as do nosso apresenta uma disparidade tão acentuada na distribuição de cargas por modais de transporte. Nos Estados Unidos a ferrovia transporta 40%, na Rússia 70% e nos paises menores como França e Alemanha fica em torno de 40%. No Brasil recai sobre o sistema rodoviário a responsabilidade de escoar 58% de nossas riquezas diante de 20% do ferroviário.

Se a nossa distribuição se aproximasse dos padrões norte-americanos, economizaríamos, segundo estudos disponíveis nos meios técnicos, mais ou menos 5 bilhões de dólares de fretes a cada ano. Basta inferir o que essa cifra representa em termos de acréscimo no preço aos produtos para concluir que perdemos também em competitividade nos mercados mundiais.

Nas últimas campanhas eleitorais muito se falou das lutas a serem travadas em favor das causas sociais, priorizando o encaminhamento do homem para produção de alimentos no campo, inclusive através da agricultura familiar, objetivando minorar a fome, gerada pelo desemprego existente neste País. Trata-se de um projeto de suma importância. Todavia, para que a pobre, sofrida e triste humanidade do Brasil possa se estabelecer ao longo do imenso território nacional, não seria o caso de se fazer retornar ao tráfego os trens de passageiros como benefício social de relevo, mediante utilização dos traçados de linhas já existentes?

Vale lembrar que nos paises civilizados o governo subsidia esse transporte. (Wanderley Brosco - RG 2.676.214-6 - chefe de estação aposentado da Fepasa)

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