• Sem chances
Está cada vez mais embolado o diálogo entre o PPS e o PTB. A declaração do pré-candidato do PPS à prefeitura, Antonio Sérgio Marsola, de que a coligação está garantida foi desmentida ontem pelo vereador Milton Dota Júnior, presidente da legenda em Bauru. E mais: Dota Jr. também anunciou que está praticamente certa a coligação com o PT, repetindo a dobrada do partido com a prefeita Marta Suplicy (PT), em São Paulo.
• Nilson e o PTB
Confirmada a aliança, o prefeito Nilson Costa, filiado ao PTB e principal articulador da pré-candidatura de Marsola, vai ficar numa saia justa. Já se comenta nos bastidores que Nilson poderá pedir desfiliação do PTB para ficar à vontade no apoio que dará a Marsola. A polêmica vai gerar muitas especulações entre hoje e amanhã, quando PT e PTB pretendem anunciar a coligação.
• Decisão isolada
Mas, por outro lado, comenta-se que a posição de Dota Jr. seria isolada em relação ao restante do grupo petebista. Segundo o ex-vereador Rogério Medina, o assunto não foi discutido pelo conjunto do partido. Medina é favorável à aliança com o PPS e joga no mesmo time do prefeito Nilson Costa e de Marsola.
• Extraordinária
Os vereadores devem se reunir em sessão extraordinária na quinta ou sexta-feira desta semana, com o objetivo de discutir e votar projeto de lei do Executivo que pede autorização à Câmara para contrair empréstimo junto à Caixa Econômica Federal (CEF) destinado a financiar a execução das obras de tratamento de esgoto. Para aprovar a autorização são necessários 14 votos. Há quem aposte que dificilmente o projeto será aprovado.
• Próximo governo
O bom senso pede que pelo menos a contratação de uma ou mais empresa seja tratada pela próxima administração, que será empossada no dia 1 de janeiro do ano que vem. Desde que foi fundada, Bauru nunca tratou seu esgoto. Portanto, mais seis meses de atraso, em 108 anos, não vão alterar em nada a situação. O novo prefeito vai ter muito mais legitimidade para discutir o assunto.
• Dívida assustadora
E tem outro inconveniente: alguns contratos firmados pelo atual governo assustam. Na página 3 revelamos que a dívida federalizada já custa R$ 98 milhões para a prefeitura. O valor original foi de R$ 41,3 milhões. Só de juros já foram pagos R$ 20,9 milhões. Lembre-se que a parte do viaduto gerou uma ação popular que denuncia “erro de cálculo” de R$ 11 milhões em favor dos banqueiros.
• Indigesto
A atual gestão vai deixar uma débito acumulado de mais de R$ 160 milhões de curto e longo prazo. Uma parte, como lotes urbanizados e viaduto inacabado, não é deste governo. Mas a conta da federalização é perversa. Tão difícil de ser assimilada quanto a confissão em favor da CPFL, de R$ 14,7 milhões.
• Mais um pré
O presidente do PMN, Agamenon Nascimento, divulgou ontem que vai disputar a Prefeitura de Bauru. A coligação já tem nome: “Bauru do futuro”. Com ele, o quadro sucessório volta a ter 11 candidatos: Antonio Carlos Barbosa (PHS), Antonio Sérgio Marsola (PPS), Caio Coube (PSDB), Clodoaldo Gazzetta (PV), Dudu Ranieri (PFL), Estela Almagro (PT), Luiz Carlos Valle (PSB), Sandro Fernandes (PSTU), Tuga Angerami (PDT) e mais o Prona, cujo nome do pré-candidato não foi definido.