O fisiologista e preparador físico bauruense Paulo Henrique Azevedo há mais de quatro anos cuida dos treinamentos físicos e técnicos do judoca olímpico Mário Sabino Júnior e revela que o bauruense está em sua melhor condição física e técnica, em relação a última Olimpíada em Sidney, quando o atleta ficou em sétimo lugar, pela categoria meio-pesado.
“Podem ter certeza que o Mário vai subir no pódio, na Grécia. Quanto a uma medalha de ouro, prata ou bronze é o momento que vai dizer qual lugar do pódio ele vai estar”, afirma o fisiologista, que tem uma pequena decepção em relação a forma como foi interrompido o processo de preparação do judoca na Olimpíada passada, em Sidney 2000.
“Desta vez, o Mário Sabino, que está na Europa treinando com a Seleção Brasileira e volta para o Brasil no dia 15 de julho, está indo muito mais preparado e com um planejamento sem interrupções da Confederação Brasileira de Judô (CBJ), como ocorreu em Sidney. Nós havíamos traçado um cronograma específico em 2000 e fomos bruscamente interrompidos dois meses antes do início dos Jogos, pela CBJ”, revela Azevedo.
E quem pagou o preço nessa interrupção nos treinos programados por Azevedo foi o próprio atleta bauruense. “Foi visível em suas lutas, em Sidney, que o Mário chegou mais lento, por causa da preparação equivocada feita na época. O resultado foi o sétimo lugar, bem aquém do que o judoca poderia conseguir. Na ocasião, a Confederação formou a equipe que eles julgavam competente no momento, com fisiologista e preparador físico e foi um erro”, conta o bauruense.
Já a fisiologia no Brasil cresce a cada dia e a importância de renomados nomes como Turíbio Leite, fisiologista do time do São Paulo F.C, no estudo dos exercícios e análises lácteas e sangüíneas especificamente a cada atleta faz com que a profissão seja cada vez mais valorizada e indispensável na formação de grandes esportistas.
“A nossa última programação para o Mário Sabino, envolvendo os treinamentos de musculação, análises de sangue e todo chek up do atleta e que resultou na conquista da medalha de ouro no Pan-Americano, em Cuba, e no terceiro lugar no Campeonato Mundial, na Alemanha, vai ser publicada num artigo, na revista brasileira de ciências do esporte, em setembro”, conclui.