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Por que a agressividade?


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Surpreende-se constatando que em um século como este, em que muitos parecem voltados para a pacificidade mental e física, muitos outros cultuem imensa agressividade pessoal e coletiva, patenteada por uma pletora diária de violências, tipo assaltos, suicídios e assassinatos, conforme destacam os meios de comunicação, a toda hora e a todo instante. Basta lerem-se os jornais, atentar-se para as televisões ou ouvirem-se as emissoras de rádio e, pronto, não se perde nenhum desacerto dos que ocorrem por aí.

E, então, pergunta-se interessadamente a quem cabe a culpa de tais perversidades? Às autoridades constituídas que se retraem e negam às comunidades tendências para a necessária serenidade temperamental, tais como os métodos contenedores de excessos sociais? Seja, ao mesmo tempo, dos próprios conglomerados humanos não educados devidamente na infância para a condescendência ou para o perdão das inconveniências de seus semelhantes? Ou seria, igualmente, por culpa de uns e outros porque se de um lado há o pecado dos poderes públicos, deixando de situar suas cidades num campo de integridade administrativa, sem problemas que levem as populações ao desespero do revide, de outro ângulo não dão os pais aos rebentos a escolaridade educacional imprescindível para se colocarem invariavelmente equidistantes das violências urbanas para que não aprendam a dar-lhes continuidade, pois é de “pequenino que se torce o pepino...”?

Diante dessas conjecturas, bandeia-se para a convicção de que a agressividade e a truculência são frutos absolutos da deseducação e despreparo das massas, falhas que começam cedo, desde o nascimento dos seres, quando se libertam do ventre materno, urgindo serem contidos por alguma forma pelos genitores, os quais precisam despertar-se para o fato de que já no primeiro contato do recém-nascido com a realidade externa, de dor e sofrimento, a criança inicia seus gestos de agressividade e rebeldia através de gritos e choros lancinantes. É, como opinam os psicólogos, a vida determinando reações hostis, as quais, de certa maneira, constituem oposição fisiológica, fonte de repulsa da mente humana, que, então, necessita de cuidados dos genitores para que não venham a extrapolar no futuro, saindo de suavidades salutares e ingressando no destemor de suas tempestuosas conseqüências.

Lembra-se, a propósito, que o adulto se torna agressivo por herdar, muitas vezes, a rebeldia, a instabilidade, a teimosia, a valentia, etc, dos genitores que, no devido tempo, não foram instruídos para as exigências sociais do amanhã, de construção e nunca de destruição, de obediência e não desobediência, para não serem colocados no mundo e nele permanecerem indefinida e ingloriosamente como espectros desprovidos das melhores expressões sociais, porque criados, infelizmente, à margem da educação, da disciplina e do progresso, fatores essenciais à família, ao trabalho e ao progresso da pátria. É a nossa opinião.

O autor, N. Serra, é o jornalista responsável do JC e delegado regional da Associação Paulista de Imprensa e da Ordem dos Velhos Jornalistas do Estado.

“Ouçam-se a canção que vem de longe... De onde e nem quando não importa, pois o importante é refazer a fé perdida ou superar o sonho que passou”.

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