Regional

Pedágio fica 7,04% mais caro na quinta

Adilson Camargo (colaborou Renê Gardim da Tribuna Impressa)
| Tempo de leitura: 2 min

Viajar pela rodovia Comandante João Ribeiro de Barros (SP-225) no trecho entre Bauru e Jaú ficará mais caro a partir de quinta-feira. A tarifa na praça de pedágio que fica em Pederneiras será reajustada em 7,04%. Com isso, o valor da tarifa deverá subir dos atuais R$ 5,20 para cerca de R$ 5,56, nos dois sentidos.

O reajuste das tarifas de pedágios é realizado anualmente, a partir de 1º de julho, e segue o Índice Geral de Preço de Mercado (IGP-M), medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), conforme contrato de concessão assinado entre o governo do Estado e as empresas concessionárias.

O percentual de 7,04% corresponde à variação do IGP-M entre junho de 2003 e maio deste ano. Conforme dados da Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp), o percentual, se aplicado, será o segundo menor desde a implantação, em 1998, do Programa de Concessões Rodoviárias, que promoveu a privatização das estradas estaduais.

Já no ano passado, o IGP-M acumulado foi de 31,52%, e provocou muitos protestos que levaram as concessionárias a realizarem o reajuste em duas etapas: em julho as tarifas subiram 23,64% e, em janeiro deste ano, foi aplicado de 6,5%.

No final de janeiro deste ano, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) prometeu rever os contratos de privatização das rodovias e, principalmente, os índices de correção dos pedágios. Mas até o momento nada foi feito e, segundo informações da assessoria de imprensa do Palácio dos Bandeirantes, está descartado o adiamento do reajuste.

A discussão sobre o aumento dos pedágios nas estradas paulistas vem desde 2002. A intenção era mudar o índice.

No final daquele ano a Secretaria de Estado dos Transportes contratou a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) para desenvolver o novo parâmetro, que deveria estar pronto em janeiro de 2003. A meta era negociar com as concessionárias para poder aplicá-lo em julho. Mas o projeto não foi concretizado.

Segundo a Artesp, o cálculo das tarifas de pedágio é feito utilizando-se o conceito de tarifa quilométrica, que corresponde a um valor por quilômetro, fixado pelo Estado, variando, apenas, em função da extensão percorrida, da categoria das rodovias e dos veículos.

O cálculo divide as rodovias em três categorias: sistema rodoviário (rodovias paralelas, ambas com pista dupla, canteiro ou barreira central), estradas de pista dupla (com canteiro central, barreira física ou visual) e estradas de pista simples (uma faixa por sentido).

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