Várias categorias de servidores públicos estaduais em Bauru estão programando para amanhã uma paralisação prudencial de 24 horas em defesa dos serviços públicos e em protesto às reivindicações não atendidas de reposição salarial. O tema da campanha salarial unificada de 2004 é “Governo estadual ausente descuidando da gente!”.
De acordo com o coordenador da subsede da Central Única dos Trabalhadores (CUT) em Bauru, Duílio Duka, as solicitações de índices de reposição salarial variam entre as categorias. “Mas a insatisfação com o descaso do governo em relação aos servidores públicos é comum a todas as categorias que participarão do protesto do próximo dia 30”, observa Duka.
De acordo com Maria José de Oliveira Faustini, presidente do Sindicato de Especialistas de Educação do Magistério Oficial (Udemo), os manifestantes devem se reunir às 10h, na praça Rui Barbosa.
“De lá, nós sairemos em passeata até a Câmara Municipal, onde faremos um protesto organizado na praça Rui Barbosa. Muitas reivindicações mudam de acordo com as categorias de servidor público. Mas em comum temos o problema da remuneração, que é muito baixa”, observa.
No caso dos especialistas de educação, Maria José aponta algumas distorções de salários. “A nossa categoria foi muito prejudicada. Houve uma lei que achatou nossos vencimentos. O que ocorre é que um diretor hoje assume com um salário até menor do que um professor”, diz.
Segundo Maria José, o salário inicial de um diretor de escola é de R$ 1.249,50, para 40 horas semanais. Um supervisor de ensino, com a mesma carga horária, ganha inicialmente R$ 1.373,40. A Udemo avalia que são cargos de muita responsabilidade para um salário relativamente baixo. No caso da Udemo, a reivindicação de reposição salarial é de 50%.
Devem participar da paralisação de amanhã as seguintes categorias, segundo Maria José: Udemo, Centro do Professorado Paulista (CPP), Associação dos Professores Aposentados do Estado de São Paulo (Apampesp), Sindicato dos Supervisores de Ensino (Apase), CUT, Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Associação dos Funcionários e Servidores (Afuse), Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), entre outras.
Febem
Também para amanhã, às 9h, está marcada uma assembléia dos funcionários da Fundação para o Bem-Estar do Menor (Febem). O objetivo é decidir se será ou não acatado o indicativo de outra assembléia da categoria de iniciar greve a partir do dia 2 de julho. A reunião de amanhã será realizada em São Paulo, na sede do Sindicato dos Trabalhadores em Entidades de Assistência ao Menor e à Família do Estado de São Paulo (Sitraemfa).
Os funcionários reivindicam segurança, melhores condições de trabalho, cumprimento das decisões do Tribunal Regional do Trabalho (TRT/SP), aumento de 24,63%, aplicação do Plano de Cargos e Salários a todos os funcionários, entre outros itens.