Entrelinhas

Entrelinha

Da Redação
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• Guardou segredo

Vazou para as mãos da presidente municipal do PT, Estela Almagro, documento que mostra que o prefeito Nilson Costa (PTB) sabia, desde 14 de maio deste ano, que a CEF negaria o pedido de empréstimo para o tratamento de esgoto da cidade. Indagado sobre a informação que já possui há pelo menos 45 dias, o prefeito argumenta que estava tentando reverter os obstáculos.

• Justificativas

Para não ficar tão ruim assim, o Executivo tenta justificar o vexame dizendo que o empréstimo não saiu porque a Câmara Municipal não aprovou o parcelamento da dívida com a Funprev e nem deu aval para resolver o débito com o FGTS. Mas na Previdência a prefeitura continua dando calote. E além disso, o governo local também está devendo várias parcelas da dívida federalizada para a União.

• Análise de risco

O que ficou claro no documento enviado pela CEF ao prefeito é que Bauru (como já se alertava) não reúne condições financeiras para arcar com empréstimo porque suas contas estão comprometidas. O prefeito e seu ex-secretário de Finanças Raul Duarte Neto durante muito tempo disseram que as contas públicas estavam equacionadas. Até pediram votos com esse argumento. Mas o débito, hoje, é maior que o encontrado no início da gestão, mesmo com uma herança pesada de governos anteriores.

• Melancólico

Assim, de fato em fato, o atual governo corre seríssimo risco de terminar de maneira melancólica, com fornecedores reclamando na porta do Palácio das Cerejeiras e muitos compromissos em aberto, além da possibilidade de faltar dinheiro para compromissos básicos, como folha de pagamento. E mais: a administração pode chegar ao final com todas as contas de sua gestão rejeitas pelo Tribunal de Contas.

• Chega de promessas

Por sinal, a prefeitura dá outro tiro no pé ao lembrar da promessa do deputado federal Nélson Marquezelli (PTB), que por aqui esteve recentemente prometendo liberar o empréstimo do esgoto junto à CEF. O deputado, do mesmo partido do prefeito, foi embora e a CEF tratou de informar que Bauru já tem dívida suficiente para pagar pelos próximos anos. Foi mais um daqueles políticos pára-quedistas que chegaram prometendo o mundo e, no final da história,....

• Não à greve

Em assembléia realizada ontem à tarde, os servidores da Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb) rejeitaram a retomada do movimento grevista iniciado em junho e que foi suspenso oito dias depois. A mesma decisão havia sido tomada anteontem pelos servidores estatutários da prefeitura.

• Prazo de 72 horas

O Poder Judiciário notificou ontem Nilson Costa para que se manifeste em 72 horas sobre o pedido de suspensão dos pagamentos à CPFL feito pelo Ministério Público na ação civil que questiona a confissão da dívida milionária entregue pelo prefeito em favor da companhia privada. A ação é contra o prefeito e a CPFL. Como se vê, essa confusão ainda não terminou.

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