Política

Na última hora, Bauru tem 8 candidatos

Nélson Gonçalves
| Tempo de leitura: 4 min

Oito nomes vão disputar a sucessão à Prefeitura Municipal de Bauru nas eleições deste ano. Além de Tuga Angerami (PDT), Caio Coube (PSDB), Estela Almagro (PT), Antonio Marsola (PPS), Luiz Carlos Valle (PSB), Sandro Fernandes (PSTU) e Clodoaldo Gazzetta (PV), o Partido da Causa Operária (PCO) surpreendeu, na última hora, ontem, com o pedido de registro da professora Maria Cristina Romão da Silva. Já as 15 cadeiras previstas para serem preenchidas na Câmara Municipal serão disputadas por 291 candidatos.

No último dia previsto em lei para o pedido de inscrição das chapas, o cartório da 23.ª Zona Eleitoral, no Jardim Bela Vista, teve movimento intenso. Às 19h, o chefe do cartório, José Carlos Colhado, encerrou o recebimento de requerimentos. “Todos os partidos entraram com os pedidos de registro de candidatos no último dia (ontem). A redução do número de vereadores de 21 para 15 na Câmara na última hora atrapalhou”, comenta Colhado.

Os registros só serão confirmados após o deferimento pela Justiça Eleitoral. Colhado conta que hoje o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) indica o juiz eleitoral que atuará na Comarca. O prazo para partidos e alianças expirou ontem. Apenas candidaturas individuais ainda podem ser solicitadas até amanhã. “Os requerimentos vão passar pela avaliação documental. Problemas sanáveis, como falta de certidão, poderão ser resolvidos em até 72 horas. Depois disso, a Justiça Eleitoral publica a lista dos registros confirmados e os nomes impugnados”, explica o chefe do cartório.

Foram 291 pedidos de registro para a disputa ao Legislativo. Na eleição de 2000, Bauru registrou 417 pedidos de candidaturas à vereança. A redução se deu em função do limite de candidaturas com a fixação de seis vagas a menos para o Legislativo. Os partidos puderam listar só 23 nomes, contra 29 quando a regra previa 21 cadeiras à Câmara. Para as coligações, os cortes foram maiores. De 42 postulantes, os que se aliaram ficaram com 30 registros.

Exatamente por isso, quatro alianças a prefeito agruparam dois blocos de legenda cada uma. “A redução de vagas na Câmara exigiu cortes de candidaturas e gerou a união de legendas em grupos separados na mesma aliança”, comenta Alexssander Bússola, presidente da coligação “Amor por Bauru”.

Com isso, a candidata à prefeito petista Estela Almagro terá o apoio de dois grupos com 30 candidatos cada. Situação parecida ocorre com o tucano Caio Coube, o pedetista Tuga Angerami e o socialista Luiz Carlos Valle. Cada bloco de 30 candidatos disputa em separado uma vaga à Câmara, embora participantes da mesma aliança. Eles pedem voto para o mesmo prefeitável, mas concorrem à Câmara separados na aliança.

Não é o caso do candidato do PPS, Antonio Marsola, cuja aliança reúne dois partidos. PV, PSTU e PCO concorrem sozinhos à prefeitura e à Câmara. O Prona (o primeiro partido a entregar os requerimentos no cartório eleitoral) não indicou candidato a prefeito, mas apenas quatro para disputar a vereança.

Correria e dúvidas

Muitos militantes ainda colavam fotos no requerimento oficial depois das 18h de ontem. O presidente municipal do PT do B, José Ribeiro da Silva, ouviu a reclamação de um militante em pleno balcão da 23.ª Zona. “O Senado Federal não aprovou a manutenção das 21 vagas na Câmara e pegou a gente de calça curta. A redução de cadeiras é para acabar com os partidos pequenos”, comentou ao lado de Carlos Sandrin, que cobrava a inscrição de seu nome na chapa.

Mas não foi só ele que ouviu reclamação. Ricardo Ferraz, presidente do PSDC, conta que cinco colegas ficaram de fora. “Dialogamos, mas nem todos ficam satisfeitos por ficar de fora da disputa”, cita.

O prazo para o protocolo se esgotava, próximo das 19h, e Jorge Munhoz (PRTB) se dizia injustiçado por não ter seu nome incluído na lista da aliança que também reúne o PP, PTC e PRP. “A ata da convenção contava com sete nomes do PRTB, mas só ficaram cinco. Vou requerer ao juiz minha inscrição”, reclama.

A correria para a entrega da documentação reuniu, por alguns minutos, adversários. Às 17h45, chegaram as pastas do PMDB e PC do B. O PT chegou com os nomes às 18h05.

Logo depois, Maria Cristina Romão chegava com uma pasta do PCO. “Vamos representar a causa operária e difundir o socialismo”, argumentou. Às 18h20, coordenadores do PFL estavam na fila. Às 18h22, Nelson Fio se apressava para entregar os requerimentos do PDT e PSDC. Às 18h46, o presidente do PPS, Rubens de Souza, se aproximou.

Faltando cinco minutos para o prazo fatal de inscrição (19h), Rubens ainda colava fotos de candidatos. Ao lado, uma estagiária ligada ao PSDB organizava as pastas da aliança com 60 candidatos distribuídos em seis partidos.

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