• Sociedade chama
Os candidatos a prefeito de Bauru começam a enfrentar uma verdadeira avalanche de pedidos de participação em reuniões organizadas pelos mais variados segmentos da sociedade. Há dois aspectos a se considerar. Um é altamente positivo, pois demonstra que a população (pelo menos a mais organizada) vai participar da retomada de rumos da cidade ao se colocar frente a frente com os políticos.
• Agenda apertada
O outro lado dessa questão é o que preocupa em boa medida os candidatos ou pelo menos parte deles. A continuar neste ritmo de agendamento, sobrará muito pouco tempo para as demais ações de campanha, notadamente o contato mais próximo com amplos setores que não se organizam e que, igualmente, desejam discutir suas prioridades.
• Política autêntica
De qualquer forma, certamente os candidatos a prefeito e à Câmara Municipal saberão equacionar a demanda e canalizar da melhor forma possível a expectativa e a ansiedade das pessoas em ter um contato direto e debater propostas de governo. O fundamental na campanha é que a política seja feita da forma mais aproximada de sua finalidade, que é a de ser um instrumento em defesa do interesse público.
• Sem partido?
Por conta de um equívoco em uma matéria da página 12, edição de ontem, que “filiou” o prefeito Nilson Costa ao PPS, um leitor antenado nos bastidores políticos afirmou que há uma especulação de que o prefeito não teria se filiado nem mesmo ao PTB, como é de conhecimento geral. Segundo este leitor, Nilson não teria formalizado sua filiação e estaria, portanto, sem partido. Não conseguimos falar com o prefeito ontem sobre o assunto.
• Sem pressionar
Outra informação quente de bastidores (esta vem do Palácio das Cerejeiras) que, se confirmada, é positiva e foge ao trivial da política mais mesquinha. O comando da prefeitura não vai exercer pressão sobre nenhum funcionário, nem mesmo os mais graduados e os de confiança, para que se trabalhe pelo candidato “oficial”, no caso o ex-chefe de Gabinete Antonio Marsola (PPS). Cada um é livre para apoiar quem desejar.
• Sem palanque
O governador Geraldo Alckmin (PSDB) afirmou na última terça-feira, durante entrevista coletiva com os jornais da APJ (entre eles o JC), que não vai subir nem fazer discurso em palanque de candidatos, mesmo os de seu partido. Para ele, isso não ganha eleição. O que é fundamental, segundo sua visão, é o conteúdo do candidato e suas propostas de governo, claras, cristalinas e exequíveis.
• "Me desculpem"
O governador acha que os comícios perderam sua veia original, de uma época em que eram feitos apenas para concentrar a população e debater idéias e pontos programáticos. “Hoje existe o showmício em que o candidato tem que chegar rapidinho, pedir desculpas e dizer que vai falar só cinco minutinhos para não atrapalhar o show de música e ainda corre o risco de ser vaiado...”