FAVORITO
Paraná e Santos fazem o confronto dos extremos. O Paraná é o antepenúltimo e o Peixe é o líder com 41 pontos. Em crise por causa da ameaça constante de rebaixamento, o tricolor paranaense vem de cinco derrotas seguidas (Inter, Fluminense, Criciúma, Goiás e Atlético-MG) e a última vitória foi sobre o Paysandu em julho. Não bastasse a discrepância no número de pontos, outros números mostram a superioridade dos santistas sobre o Paraná e que fazem do alvinegro praiano o favorito para a partida, ainda porque joga em casa. Em número de gols a favor, o time de Vila Belmiro dá uma banho no time paranista. O ataque santista já marcou 51 gols no Brasileirão (o mais positivo), enquanto o Paraná só marcou 19 gols. Uma diferença de 32 gols. Apenas Robinho e Deivid juntos já marcaram 21 gols. Outro número que se destaca nos dois times é a defesa. O Santos tem a quinta pior, com 36 gols sofridos, e o Paraná a pior de todas, com 42 gols sofridos. Outro contraste entre os dois clubes é o número de vitórias do Santos (13) e o número de derrotas do Paraná (13). Com esses números, o time da Baixada Santista é realmente amplo favorito para conquistar os três pontos nesta 24ª rodada do Brasileirão.
VERDÃO X PICERNI
Um clima de confronto entre “criador” e “criatura” marca o jogo do Atlético Mineiro contra o Palmeiras, neste domingo, às 16h, no Mineirão. O técnico do Galo, Jair Picerni, estará pela primeira vez frente a frente com seu ex-time, o Palmeiras, desde a sua demissão do clube ocorrida em maio passado. Em 2003, Picerni comandou com sucesso a reformulação do time palmeirense, levando-o de volta à Série A do Brasileiro com a conquista da Série B. Nesta temporada, porém, ele não resistiu no cargo, após cair com o time nas semifinais do Paulistão e nas quartas de finais da Copa do Brasil, além do início instável da equipe no atual Brasileiro. Agora, diante do ex-clube, ele demonstra maior preocupação, obviamente, com as pretensões de seu clube atual. Após vencer o Fluminense por 3 a 2 e se reaproximar do líderes, o Verdão vai atrás da afirmação dentro do campeonato. Sempre entre os líderes da competição, o Alviverde tem 40 pontos e quer afundar o Galo, que tenta se recuperar depois de um péssimo início. E a esperança do mineiros é justamente quem, em um dia não muito distante, trouxe a redenção ao Palmeiras.
DÁ-LHE, TRICOLOR
O São Paulo enfrenta o Atlético Paranaense visando começar o segundo turno mantendo a boa campanha que lhe deixou na terceira colocação no primeiro. O Tricolor tem 41 pontos, o mesmo número de Santos e Ponte Preta, mas perde nos critérios de desempate. Na primeira rodada do Brasileiro, o São Paulo conquistou uma vitória heróica sobre o Furacão nos minutos finais, depois de atuar com nove jogadores em quase todo segundo tempo. O funcional Gustavo Nery, que foi para a Alemanha, marcou o gol. Esta noite, em Curitiba, então, o Tricolor joga para se manter no topo da tabela, mas ganhar do Atlético-PR na Arena da Baixada será uma tarefa difícil.
VOANDO BAIXO
Michael Schumacher manteve seu domínio na atual temporada da Fórmula 1 e garantiu a posição de honra no grid de largada para o Grande Prêmio da Hungria. Esta é a 62ª pole da carreira do piloto alemão, que agora está a apenas três de empatar com Ayrton Senna, o recordista com 65. Em segundo lugar largará Rubens Barrichello com a outra Ferrari. A segunda fila será toda da BAR, com Takuma Sato em terceiro e Jenson Button em quarto. O brasileiro Antonio Pizzonia, que está substituindo Ralf Schumacher na Williams, surpreendeu e marcou o sexto tempo, deixando o colombiano Juan Pablo Montoya em sétimo. Os demais brasileiros não foram bem. Aliás, até aqui são apenas figurantes no Mundial de F-1. Ricardo Zonta, com a Toyota, larga em 15º e Felipe Massa, da Sauber, teve de trocar o motor e perderia dez posições no grid, por isso a equipe preferiu nem mandá-lo à pista. A largada será às 9h e a Ferrari poderá se sagrar hexacampeã de Construtores. Para que isso aconteça, basta que o time de Maranello abra mais dez pontos de vantagem sobre a Renault.
MEMÓRIA
Campeonato Paulista de 1987: Noroeste 3 x 1 Santos,em Bauru, gols de Vadinho, Chico Espina e Vítor Hugo. Claudinho descontou. Árbitro: José Assis Aragão. Público pagante: 14.677. Noroeste: Éverton; Edinho, Vítor Hugo, Amarildo e Jacenir; Márcio Araújo, Vadinho e Lívio; Chico Espina, Rodinaldo e Baroninho. Santos: Rodolfo Rodriguez; Ijuí, Celso, Toninho Carlos e Claudinho; César Sampaio, Mendonça e Osvaldo; Solano, Carlos Alberto e Arizinho.