Bairros

Nem todos os professores passam por capacitação

Michelle Roxo
| Tempo de leitura: 2 min

As secretarias municipal e estadual de Educação afirmam que têm oferecido cursos permanentes de informática com o objetivo de capacitar os professores para utilizar as novas tecnologias em sala de aula.

Entretanto, nem todos os docentes têm aderido ao treinamento. Isso porque, segundo eles, os cursos são oferecidos fora do expediente de trabalho. “Eles querem que a gente faça essa reciclagem fora do período de aula. A gente tem uma carga de horário muito grande. Sem contar as obrigações que levamos para casa (correção de provas, preparação de aulas, etc). Então fica difícil você conseguir encaixar essa parte de capacitação fora do seu horário de aula”, justifica a professora de Educação Artística da escola estadual Stela Machado, Tereza Cristina Vicelli.

Na opinião da docente da Escola Municipal de Educação Fundamental (Emef) Cônego Aníbal Difrância, Vera Lucia Caselato Elias, os professores deveriam ser dispensados das aulas para realizar a capacitação. Para Vera, se o curso fosse oferecido nessas condições, um número muito maior de professores já estaria dominando as novas ferramentas da informática e utilizando os espaços de inclusão digital com maior freqüência.

O uso das salas informatizadas durante as aulas fica a critério do próprio professor. O espaço é considerado pela Diretoria Regional de Ensino uma ferramenta a mais para o desenvolvimento das atividades pedagógicas.

Sem adesão

Há docentes que ainda não se sentem preparados para atuar com as novas tecnologias nas salas de informáticas. Esse é o caso de Cleonice Helena Bolineli, professora de 5.ª a 8.ª série da Emef Cônego Aníbal Difrância. A professora justifica que não tem conhecimentos de informática e por isso nunca desenvolveu atividades com os alunos no local.

Segundo o diretor da Fundação para o Desenvolvimento da Educação (FDE), Tirone Chahad, a orientação da Secretaria de Estado da Educação é para que os professores sejam capacitados nos cursos de informática. “O professor tem que se apropriar desse ferramental e fazer com que os alunos usem os computadores dentro dos horários pré-estabelecidos ou por agendamento. É essa nossa linha de conduta”, destaca. Também a secretária municipal de Educação de Bauru, Solange dos Reis, afirma que a prefeitura tem orientado os docentes sobre a importância da capacitação.

“Entretanto, tem professores que não querem (fazer)”, diz. Tanto Estado quanto município não souberam informar até o fechamento desta edição o número de docentes que já foram capacitados em Bauru. Na opinião da professora Valéria Cristina Fernandes, ainda existem muitos colegas de profissão “estranhando” o computador. “Eu acredito que tenha professores que não saibam nem ligar a máquina”, diz.

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