Política

Ataques ainda não chegaram aos horários eleitorais da TV

Gilmar Dias
| Tempo de leitura: 3 min

Os oito candidatos que disputam a Prefeitura de Bauru optaram, até o momento, por não se atacarem entre si durante a exibição dos programas no horário de propaganda eleitoral gratuita na TV. O que se viu nos programas nas duas primeiras semanas foram produções voltadas a mostrar a situação da cidade, seus problemas e virtuais soluções.

Nem mesmo a divulgação de uma pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (Ibope) e pela TV Tem fez acirrar os ânimos entre os principais concorrentes à cadeira de prefeito da cidade. Pelo menos por enquanto, o compromisso de não-agressão assinado entre os candidatos na sede da Subseção de Bauru da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) está mantido.

O único indício de perguntas e respostas mais agressivas entre os postulantes ao cargo de dirigente do Poder Executivo foi registrado no debate promovido pela TV Record, na última segunda-feira.

Caio Coube (PSDB), Tuga Angerami (PDT), Estela Almagro (PT), Luiz Carlos Valle (PSB) e Antonio Sérgio Marsola se alfinetaram entre si, mas nada que debandasse para agressões de baixo nível. Provavelmente, esse clima amistoso deverá se desfazer com a aproximação do dia da eleição.

Os programas majoritários veiculados ontem no horário eleitoral gratuito da TV reafirmaram a tendência dos últimos dias, na qual optou-se pela presentação dos problemas da cidade e suas prováveis soluções. O candidato Antonio Sérgio Marsola (PPS), por exemplo, defende a reforma dos núcleos de saúde da rede municipal de atendimento.

Ex-chefe de Gabinete da Prefeitura, Marsola passou imagens de núcleos que estavam em condições precárias e foram reformados pela atual administração, da qual foi chefe de Gabinete da Prefeitura. Ele dedicou o tempo todo ao tema saúde. Garantiu que o sistema terá um novo horário de funcionamento: das 7h às 21h.

Já Luiz Carlos Valle (PSB) recorreu a imagens gravadas em comício realizado na Pousada da Esperança na última segunda-feira. Prometeu fazer uma “revolução na cidade de Bauru”. Também apresentou trechos de entrevistas gravadas no município de São Vicente, governada pelo PSB e que tem como prefeito Márcio França. Encerrou o programa com uma passagem bíblica.

Persistindo na temática que revelou o partido para o País, o PV, que tem como candidato Clodoaldo Gazzetta, fomenta o debate para a criação de parques em áreas verdes, como o do Barreirinho. Os verdes analisam que essa seria uma saída para a recuperação dos chamados fundos de vale.

O ex-candidato à Presidência da República pelo PSTU, José Maria de Almeida, foi o convidado de Sandro Fernandes (PSTU) no programa de ontem. Zé Maria, como é conhecido, convoca o eleitor a não somente votar no seu candidato, mas a participar de uma mobilização popular para mudar os rumos da política administrativa do município.

Na seqüência, Estela Almagro (PT) chega na tela para comentar o tímido desenvolvimento alcançado por Bauru nos últimos anos. Avalia que muitas empresas procuram o município para se instalarem, mas não encontrariam apoio e nem infra-estrutura. Aproveitou o programa para mostrar o seu vice, pastor Marcos Saraiva (PSL), no convívio de sua família. Ele promete que será a “ponte” entre o Executivo e o Legislativo.

O programa do PCO, que tem como candidata a prefeita Maria Cristina Romão, mantém o mesmo discurso e repete o depoimento de um membro do diretório nacional da legenda, Antonio Carlos. As críticas ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva continuam sendo as atrações do programa.

Caio Coube (PSDB) também investiu no tema saúde. Como gancho para reforçar o assunto, colocou seu vice, Fernando Monti (PL), para retratar a crise no sistema de saúde municipal. Fez referências ao deputado estadual Pedro Tobias (PSDB) e ao governador Geraldo Alckmin, que também são médicos.

Encerrando o horário eleitoral gratuito na TV, o candidato Tuga Angerami (PDT) garantiu que não faz parte de seus planos “entregar” o Departamento de Água e Esgoto (DAE) para exploração da iniciativa privada. “O DAE não será privatizado”, afirmou diante da câmera.

Comentários

Comentários