Tribuna do Leitor

Perder e ganhar


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Caro Sr. Oscar Fleury,

Concordo com o senhor em partes... É inquestionável que um atleta norte-americano tenha muito mais condições de treinar, e isto ocorre porque o governo e as próprias universidades investem nele! Já o nosso governo só lembra do atleta depois que ele vence uma competição... Quanto a isso eu não questiono. O meu desabafo não se limita apenas às “meninas do volei” ou “meninas do futebol” e sim se estende a todos os esportistas brasileiros. Um exemplo claro de que nem sempre o problema é dinheiro para o atleta, esportista, enfim, é o próprio Rubens Barrichello, que com todo o dinheiro que ganha, se sujeita a ser sempre um perdedor. Quem sabe se ele ganhasse menos não seria um vencedor???!!!... Agora, quanto ao técnico de vôlei que há anos foi campeão olímpico, se assim o foi, é justamente porque ele não era o próprio técnico e, sim, um jogador, subordinado a um técnico competente... Se a justificativa que o senhor busca para o fato de o vôlei feminino não ter ganho nem mesmo a medalha de bronze é a falta de dinheiro e investimento, como é que o senhor explica a medalha de ouro do vôlei masculino, cujo técnico, de forma competente e “enérgica”, conseguiu essa vitória????... Quando digo que “o importante é ganhar”, quero simplesmente dizer que temos de entrar numa competição com espírito de combate, de luta, com determinação e não com a derrota estampada na testa... Me desculpe, professor Oscar, mas para mim o importante numa competição continua sendo a de vencer... Quem não for o primeiro que então aceite ser o segundo, terceiro, quarto..., mas nunca diga que qualquer colocação, que não seja a de primeiro colocado, tenha “gosto de ouro”, por que só o ouro é que tem esse sabor.

Fabian Augusto Pagani

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