Entrelinhas

Entrelinha

Da Redação
| Tempo de leitura: 3 min

• Cidade Maravilhosa

O leitor Paulo Grava enviou e-mail para acrescentar quer não é preciso ir tão longe (à França, como esta coluna comentou outro dia) para ver cidades onde a propaganda eleitoral nas ruas é civilizada. Grava mora em Bauru, mas trabalha no Rio de Janeiro, onde, segundo ele, os cartazes não são colados em postes nem nos logradouros públicos. “Apesar da eleição, a cidade continua limpa e bonita”, frisa.

• Consciência cívica

Boa lembrança do leitor. Aliás, a propósito, é bom frisar que não estamos verificando o emporcalhamento da cidade, como já ocorreu em outras eleições. Ainda há exageros, mas muita coisa mudou neste aspecto. Estamos em bom caminho. Esperamos que a consciência cívica também prevaleça, em seu grau mais elevado, na hora do voto.

• Crime eleitoral

Por falar em propaganda, era inevitável que candidatos reclamassem de outros por surrupio de espaço, troca de placas e painéis na calada da noite e outros “atentados” do gênero. Um candidato, que é vereador, alerta para o vandalismo em seu material de campanha afixado num determinado bairro. “Isto é antidemocrático e é um crime eleitoral!”, afirma.

• E os idosos?

Outro leitor se comunicou com a editoria de política para lembrar - muito bem, aliás - que os candidatos mal falam de suas propostas para os idosos nesta campanha. JIP (forma como se identificou) ressalta que nos debates não ouviu nada a respeito e, por isso, pede mais atenção dos prefeitáveis para o tema. A população da terceira idade é grande em Bauru.

• Sem amparo social

Fica registrada a dica do leitor, que deve ser eleitor, para os coordenadores de campanha. Os idosos, realmente, não têm uma política municipal muito clara para suas demandas, notadamente aqueles de baixo poder aquisitivo, que muitas vezes se deixam tomar pelo ócio, pela tristeza por não estarem integrados socialmente e, o que é pior, sem amparo efetivo de saúde.

• DAE e o 13º salário

O Diário Oficial de ontem trouxe uma informação que pode demonstrar o quanto o DAE teria sido importante no pagamento de metade do 13.º salário aos servidores de toda a Prefeitura de Bauru, há um mês, aproximadamente. O balanço mensal publicado ontem mostra os cofres da autarquia com R$ 1,4 milhão. Nos demais meses do ano, a média em caixa foi de R$ 3 milhões mensais. É apenas um registro, haja vista que ao menos os servidores puderam ter o benefício, ainda que às custas de mais uma dívida para os cofres da prefeitura.

• Cobrança sem dó

Já o vereador João Parreira (PSDB) se diz indignado com a decisão do DAE de passar a cobrar uma tarifa de R$ 97,50 dos proprietários de residência cujo hidrômetro esteja com a tampa fechada ou apresente outra dificuldade qualquer que impeça a leitura. Antes, a autarquia cobrava a tarifa média de consumo para esses casos. “Parece que a ordem no DAE é arrecadar a qualquer custo”, critica o tucano, que promete falar sobre o assunto na sessão da Câmara Municipal de quarta-feira.

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