Economia & Negócios

Laboratório analisa qualidade da gasolina

Da Redação
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Diante de tantos problemas e denúncias, no País todo, sobre adulteração de combustível, a empresa bauruense Flag Petróleo procura evitar que o consumidor seja lesado por meio das atividades de um laboratório que realiza, duas vezes por mês, testes de qualidade da gasolina em todos os postos da revenda. Em Bauru são nove estabelecimentos, somando 50 em todo o Estado de São Paulo.

O trabalho é coordenado pelo químico Rubens Mário Leão de Oliveira, gerente de qualidade e meio ambiente da empresa. “Além da primeira avaliação que é feita na refinaria de Paulínia, todos os combustíveis passam por um minucioso processo de avaliação quando as cargas chegam à base de Bauru, antes de serem levados aos postos revendedores”, detalha Oliveira.

De acordo com ele, a gasolina e o óleo diesel já vêm com certificado de qualidade de Paulínia. Todos os documentos ficam guardados em Bauru durante cinco anos. Quando o produto chega à chamada base secundária (a de Bauru), transportado por veículos da frota própria da Flag, é novamente analisado e certificado antes de ser descarregado.

“Depois de armazenado, os combustíveis passam por novas análises nos períodos da manhã e tarde, para então passar à fase de carregamento. A cada duas horas é coletada uma amostra do carregamento, ficando uma contra-prova guardada por um período de 15 dias. Esse período é definido pela própria Agência Nacional do Petróleo (ANP) para comprovar em que condições o produto saiu da base secundária antes de chegar aos postos.”

Continuando o processo de controle de qualidade, os postos revendedores da marca passam por monitoramento constante. Segundo Oliveira, duas vezes por mês todos os postos recebem a visita do AutoLab, um moderno laboratório móvel da distribuidora que faz a análise dos combustíveis por meio do Irox, um equipamento austríaco de última geração que pode detectar, em três minutos, 30 componentes no combustível.

“Qualquer tipo de contaminação ou anomalia, como por exemplo a existência de solventes, rafinados ou teor de álcool fora dos padrões estabelecidos pela ANP, não passa desapercebida pelo Irox. Ao final das análises, se o combustível passar nos testes o posto recebe o selo Qualidade Flag 100% Garantida, que fica visível aos consumidores”, afirma Oliveira.

Rigor

Para ele, o rigoroso controle de qualidade dos combustíveis distribuídos pela empresa é um fato inibidor para que ocorram adulterações nos postos revendedores. “Desde 1995, quando a Flag começou a atuar com a base secundária de Bauru, nunca tivemos problemas com os postos revendedores. A empresa sempre procura fazer parceria com donos de postos que têm como meta o respeito ao consumidor.”

Oliveira afirma que, se eventualmente for detectada pelo equipamento Irox a presença de solvente na gasolina comercializada em algum posto da marca, isso vai configurar a quebra de contrato com a empresa. “Se tiver solvente, significa que o dono do posto comprou gasolina de outra revendedora. Desta forma, o contrato será anulado”, observa o químico.

O meio ambiente também é alvo das preocupações da empresa bauruense. Segundo Oliveira, os postos revendedores seguem as normas previstas na legislação da ANP para que não ocorram danos ambientais em sua área de atuação.

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Gestão

No último dia 31, uma equipe do Centro de Caracterização e Desenvolvimento de Materiais (CCDM) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) - homologada pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) para fazer monitoramento da qualidade de combustíveis - esteve na Flag Petróleo. O objetivo foi verificar como é desenvolvido o programa de gestão de qualidade da empresa.

O CCDM foi criado por pesquisadores da universidade, com a finalidade de dar apoio à pesquisa e ao desenvolvimento científico e tecnológico do setor, além da prestação de serviços na área de materiais. O centro é coordenado por Marcos Roberto Monteiro.

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