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União Estadual dos Estudantes inicia debate sobre a reforma universitária

Gilmar Dias
| Tempo de leitura: 2 min

A União Estadual dos Estudantes (UEE) já iniciou um processo de discussão e debate sobre a reforma universitária, que será enviada pelo governo federal ao Congresso até novembro deste ano. A presidente da entidade, Renata Lemos Petta, comanda uma caravana formada por diretores da UEE que percorre o interior do Estado visitando as universidades e faculdades para conversar com os estudantes sobre o assunto.

Na última quinta-feira, as lideranças da UEE se reuniram com um grupo de universitários na Casa do Estudante para debater a reforma. Segundo Renata, o projeto que está sendo redigido pelo governo ainda não foi divulgado. O que existe são apenas diretrizes genéricas.

Para evitar surpresas de última hora, a UEE vai preparar suas propostas para subsidiar a União Nacional dos Estudantes (UNE), que ficará responsável pelo acompanhamento do projeto.

“Estamos discutindo dois pontos fundamentais, que têm de estar na reforma universitária. O primeiro é a valorização da universidade pública, que passa pela ampliação do número de vagas. Hoje, uma minoria de jovens chega à universidade”, diz.

A presidente da UEE lembra que 89% dos estudantes universitários paulistas estão em universidades pagas. “Apenas 11% estão nas universidades públicas. É uma diferença brutal. É preciso democratizar o acesso, ampliar as vagas. Isso é fundamental”, afirma.

O outro ponto que será defendido pela entidade universitária é uma alteração na política educacional aplicada nas universidades privadas. “É preciso ter um controle maior nas universidades pagas. A educação é uma concessão que o Estado faz. Não é uma mercadoria do tipo vamos vender e quem não paga vamos expulsar. Isso ocorre hoje”, observa.

Na avaliação dela, o Estado precisa ampliar o controle nas instituição universitárias privadas. “Hoje, se aumenta a mensalidade e o estudante não sabe os motivos e muito menos aonde o dinheiro dele está sendo investido. Não há valorização da pesquisa, da qualidade de ensino na universidade paga”, comenta.

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