Ao contrário do velho Tietê, o Jacaré-Pepira corre com desenvoltura desde a sua nascente até a foz. Exemplo a ser seguido, o rio é classe um, o que eqüivale dizer que tem água potável. Nasce na área rural de Torrinha, mas não passa dentro da cidade. E em Brotas torna-se um rio de correnteza com várias quedas d’água de grande porte que possibilitam a prática esportiva.
A conservação da água, que sob o sol brilha como cristal, conta com a ajuda e proteção de muita gente. Nenhum município ribeirinho despeja esgoto “in natura†no Jacaré-Pepira. Todas cidades tratam seus esgotos antes de atirá-los no rio.
Mesmo sendo utilizado para uma imensa variedade de práticas esportivas, ele não está altamente poluído em nenhum dos seus trechos, até desaguar no rio Tietê, próximo da represa de Ibitinga, onde deixa de ser cristalino para assumir a classe II.
O segredo é que os municípios que exploram o turismo exigem a conservação. “As empresas turísticas desenvolvem, conjuntamente com as prefeituras, a educação ambiental. Os turistas conhecem um histórico do rio e são orientados como devem agir. O trabalho tem surtido efeitos positivosâ€, explica o biólogo ambientalista Ivan Alexandre Ferrazoli Marchi.
Outro fator que influência na qualidade da água, segundo Marchi, é que nessa região de Brotas e Torrinha ainda existe a mata ciliar. “Que protege contra os agrotóxicos utilizados nas lavouras, protege das pastagens, não contaminando o rio com as fezes dos animais.â€
A região montanhosa com muitas cachoeiras é outro item que enriquece o Jacaré-Pepira. â€œÉ uma característica do solo de lençol freático. São várias nascentes que melhoram cada vez mais a qualidade do rio. Ele está entre 600 a 800 metros de altitude em relação ao mar.â€