Nos primeiros seis meses de vida, o único alimento de que o bebê precisa para crescer sadio é o leite materno. Além de hidratar e nutrir, a amamentação transfere para o bebê todos os anticorpos presentes no organismo da mãe, tornando-o imune a uma infinidade de doenças. O leite materno é considerado a primeira vacina do ser humano.
De acordo com a coordenadora da Política Nacional de Aleitamento Materno do Ministério da Saúde, Sônia Salviano, o benefício da amamentação vale por toda a vida. Crianças que mamam no peito têm menos risco de apresentar doenças respiratórias, infecções urinárias e diarréias doenças que, na infância, podem até matar.
O bebê que mama no peito também desenvolve mais facilmente sua estruturas orofaciais, o que reduz o risco de que ele apresente alterações na fala ou na dentição. A longo prazo, estima-se que o bebê amamentado também tenha menos chance de desenvolver diabetes, hipertensão e doenças cardiovasculares.
Além disso, o ato de amamentar ajuda a reduzir o sangramento da mulher após o parto, acelera a contração do útero e perda de peso, reduz a incidência de anemia, câncer de mama e osteoporose na mãe.
O leite materno é a refeição mais prática para mãe e filho. Ele vem na temperatura certa, pronto para beber, é de graça, dispensa a esterilização
de utensílios (mamadeiras, bicos), é mais facilmente digerido e garante conforto e
segurança à criança.