Entrelinhas

Entrelinha

Da Redação
| Tempo de leitura: 2 min

Via democrática

Ontem, o Calçadão da rua Batista de Carvalho recebeu duas passeatas de candidatos a prefeito - de Tuga Angerami (PDT) e de Caio Coube (PSDB). Elas iriam se cruzar em determinada quadra, mas o bom senso imperou de ambos os lados e uma delas desviou seu trajeto pela Rodrigues Alves e depois retornou ao Calçadão. Belo exemplo de cordialidade, sem agressões ou provocações gratuitas.

Coincidência?

Um observador da coluna informou que na passeata de Tuga estavam alguns petistas dissidentes. Porém, não se pode garantir que eles não estavam apenas de passagem pelo logradouro. Foram vistos andando com desenvoltura pelo local: Jesus Garcia, Duílio Duka, Lulinha e Regina Pacheco.

Cortina de fumaça

Os fatos da eleição municipal tomam conta de grande parte do noticiário político e quase deixam em segundo plano outras questões relevantes do cotidiano da vida pública municipal. Um exemplo é a discussão dos novos salários dos vereadores, que não serão definidos antes do próximo dia 3 de outubro, quando serão escolhidos os novos membros do Poder Legislativo e, quem sabe, do Executivo.

Por que enrolar?

Essas titubeadas da classe política é que reforçam a onda de descrédito em suas ações. Por que não assumir logo que posição será tomada em relação a essa obrigatória verificação salarial para a próxima legislatura (de 2005 a 2008)? Qual o problema? Por que não decidir já se o salário do vereador, do prefeito e dos secretários serão os mesmos, se terão reajuste ou se recuarão?

Conceito do eleitor

Trata-se de um temor injustificável e oportunista. Se tiver de ficar igual ou mesmo subir, por que os vereadores não elegem um ou dois porta-vozes e explicam para a população? Afinal, ninguém se deixa enganar mais facilmente com lero-lero e posturas protelatórias. Caem bem no conceito do eleitorado umas pitadas de transparência e de firmeza nos atos.

Fim das extras

O assunto vai render debates amanhã, na sessão da Câmara de Bauru, embora o projeto que definirá o subsídio do parlamentar para a legislatura que vem não esteja na pauta dos trabalhos. Falou-se muito, há algumas semanas, em se manter os mesmos valores e reduzir (ou até eliminar) as sessões extras. Talvez esteja aí (nas sessões extras) o mal a ser extirpado.

Com pés no chão

Nos debates que realizaram na 96 FM sobre o tema cultura, os candidatos a prefeito de Bauru parece terem se segurado nas promessas, botando os pés no chão, ou seja, na realidade dos cofres municipais. Eles não embarcaram na onda das promessas que soam como milagres e não prometeram nada mirabolante.

Parcerias e bairros

Ao contrário, uma leitura pelo resumo das intervenções dos prefeitáveis (estão no caderno de Cultura de hoje) mostra que todos esperam fazer das parcerias e da colaboração da iniciativa privada um elo para fomentar as atividades culturais e de lazer na cidade. Levar a cultura gratuita para os bairros foi outra tecla bastante acionada por eles.

Comentários

Comentários