A relação dos comerciantes
com as feiras livres,
quando ambos dividem
a mesma rua, é bastante
divergente. Em geral,
não há conflitos, apenas algumas
críticas.
Roberto Terra é dono de
um bar localizado na rua
Santa Paula, onde é realizada
a feira de sextas-feiras do
Jardim Redentor, e sente-se
incomodado com a sujeira
que fica em frente ao seu estabelecimento
após a retirada
dos feirantes. “À tarde, isso
aqui fica imundo”, diz.
Por outro lado, às sextasfeiras,
as vendas no bar aumentam
de 60% a 70%. “O
movimento aumenta porque
o pessoal que está na feira
acaba passando no bar”, avalia
Terra.
Em uma farmácia localizada
na rua Virgílio Malta,
na mesma quadra das feiras
semanais, ocorre algo
semelhante. “É ótimo o movimento.
Não temos nenhum
tipo de reclamação. É
muito bom porque as pessoas
vêm à feira e depois
passam na farmácia. São
pessoas que não têm o hábito
de sair de casa e aproveitam
para fazer tudo de uma
vez”, diz Alessandra Cristina
da Cruz, gerente do estabelecimento.
Já no estabelecimento
localizado ao lado da farmácia
- uma oficina de
conserto de eletrônicos -,
a situação é diferente. De
acordo com o dono da loja,
Hélio Cassela, o movimento
da feira atrapalha
seu negócio porque dificulta
o transporte de equipamentos
como monitores
e televisores até o local.
“O equipamento geralmente
vem via carro e o
carro não pode entrar na
feira. A pessoa deixa para
trazer os equipamentos depois
da feira. O pessoal reclama
muito porque pára
nas proximidades e tem de
carregar tudo até aqui”, justifica.
(TS)