Bairros

Ministério da Saúde investiga rotavírus

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 2 min

Apesar de os primeiros casos de rotavírus terem sido descobertos em 1976 no Brasil, a doença continua sendo um problema de saúde pública, com surto em diversas regiões do País. Um dos casos mais recentes é o do município de Campinas, que registrou mais de 600 casos entre o mês de agosto e a primeira semana deste mês. Por essa razão, o Ministério da Saúde quer ampliar o conhecimento sobre a doença.

Conforme o JC publicou na semana passada, o governo está capacitando profissionais da saúde para fazer um mapeamento mais detalhado dos casos registrados no Brasil. Em alguns municípios do País, crianças menores de 5 anos atendidas na rede pública com diarréia terão amostras de fezes coletadas para identificar os micróbios que causam o distúrbio.

Os exames que resultarem em positivo para o rotavírus serão submetidas a análises mais específicas, cujo objetivo é determinar quais são os subtipos mais prevalentes do rotavírus no País e em qual época se manifestam mais.

O interesse do Ministério da Saúde servirá de alento para as escolas infantis, que lidam com o problema especialmente nesta época do ano.

“Alguns pais não dão muita importância para isso e mandam a criança para a escola. Estamos salientando bastante isso: se tiver com febre, nem mande. É uma medida para proteger os filhos dos outros e os deles mesmos”, explica a responsável por uma escola infantil de Bauru, Izilda Ducatti.

Ela já se deparou com cinco casos de virose. Já na instituição onde trabalha Tereza Correia, ainda não houve registro da doença. No entanto, ela sabe que neste período do ano, os casos são mais freqüentes.

“Por isso estamos dando muito líquido às crianças, além de frutas e legumes muito bem lavados. Recomendamos que cada criança traga sua garrafinha de água”, reitera a pedagoga de outra escola, Maria Aparecida de Matos.

Mesmo com o cuidado, duas crianças de uma creche instalada no Fortunato Rocha Lima foram acometidas pela virose. “As crianças já estavam com um quadro de desnutrição. Estavam muito vulneráveis, mas já estão fazendo dieta”, conclui a coordenadora da instituição Wanda Pereira de Mendonça.

Numa outra instituição na Vila São Paulo, foram os funcionários que contraíram a doença. Eles correm o risco porque a fazem a higiene das crianças e o vírus é eliminado em grande quantidade nas fezes. Estima-se que para cada milímetro de fezes, exista um trilhão de rotavírus.

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