• Festa continua
A festa democrática da busca de novos horizontes para a cidade de Bauru vai continuar por mais 28 dias, coroando ao seu final, independente de quem será o novo prefeito, um processo sério, limpo e, acima de tudo, maduro. A população e os candidatos a prefeito e à Câmara Municipal fizeram cada qual sua parte com a sobriedade que uma eleição municipal exige.
• Representatividade
Os bauruenses vão, de fato, experimentar a escolha do prefeito em dois turnos, pela primeira vez em sua história. Esta sistema eleitoral permite a busca da depuração e de uma representatividade muito mais aprofundadas. Tuga e Caio estarão durante três semanas e meia levando suas propostas aos 218 mil eleitores de uma forma ainda mais democrática e, providencialmente, mais consubstanciada.
• Abstenção elevada
Chamou a atenção o grande número de ausentes nas urnas em Bauru - quase 35 mil eleitores. Somente na 387ª Zona Eleitoral, mais de 10 mil pessoas não perceberam que tinham de retirar um novo título para votar. Terão a oportunidade de fazê-lo agora. Portanto, compareceram às seções eleitorais 184.022 eleitores maiores de 16 anos.
• Renovação de 40%
Quanto à Câmara Municipal, a renovação de 40% de seus integrantes (tomando-se por base o total de 15 cadeiras a partir de 2005) ficou mais ou menos dentro do que se previa nas últimas semanas. Uma das surpresas para quem não estava mergulhado de cabeça nos bastidores eleitorais foi Benedito da Silva (PSDB), o conhecido Benê, enfermeiro que atua na Bela Vista e no Hospital de Base. Ele ficou emocionado ontem à noite, no ginásio da FOB, logo que soube de sua eleição.
• Outras estréias
Outras novidades foram Primo Mangialardo (PSB) e Arildo Lima Júnior. O primeiro é empresário do ramo de seguros e atua em um Conseg da cidade, o Centro-Sul. O segundo é sargento do Corpo de Bombeiros. Outro que vai estrear na Câmara é Marcelo Borges (PSDB), com uma votação elevada. Marcelo sai dos bastidores da política para o palco principal. Os outros dois “novos” já tiveram assento na Casa em outras épocas: Futaro Sato (PDT) e Salvador Afonso (PDT).
• A 16ª cadeira
Pela adaptação que a Câmara fez da lei que modificou a sua composição, é possível que o 16º vereador seja empossado em 1 de janeiro de 2005. Neste caso, a vaga ficaria entre Faria Neto (PDT), Roque Ferreira (PT) e Paulo Agustinho (PPS). É preciso calcular para saber quem ficaria com esta sobra. Traremos a resposta na edição de amanhã.
• Quem apóia quem?
As especulações que vão dominar o cenário a partir de hoje é quanto a quem vai apoiar quem no segundo turno, entre os derrotados. Uma matéria na página 3 de hoje antecipa boa parte das dúvidas, mas elas ainda são muitas. Ninguém vai “vender” barato o apoio. Antonio Pedroso Júnior, da direção regional do PSB, por exemplo, antecipa que seu partido não autoriza nenhum filiado a manifestar apoio até que haja uma decisão da executiva.