Política

Para Marsola, a votação reflete desejo de mudança

Ronaldo Schiavone e Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 2 min

Apoiado pelo prefeito Nilson Costa (sem partido), Antonio Sérgio Marsola (PPS) lamentou seu desempenho na disputa pela prefeitura de Bauru. Ele obteve apenas 1,08% dos votos (1.867). “Como somos administração, estamos sujeitos a toda análise conjuntural e somos vidraça. Mas respeito a decisão da população, que decidiu reciclar”, ressaltou.

Marsola revelou que aguardava uma votação mais expressiva. “Eu esperava uma performance muito melhor, de 10% a 12% dos votos na pior das hipóteses”, declarou.

Policial militar aposentado e com a experiência de ter sido o chefe de Gabinete na atual administração de Nilson, Marsola só venceu em número de votos Maria Cristina Romão (PC do B), que teve 0,07% dos votos.

A comparação com a votação recebida pelos parlamentares reforça o fraco desempenho de Marsola, já que ele recebeu menos votos do que 19 dos postulantes à Câmara Municipal.

Para o prefeito, é preciso receber o desempenho de seu candidato com esportividade. “As eleições são disputadas e há quem ganhe e quem perca. A proposta do candidato Marsola não foi aceita pelo eleitorado e isso faz parte da democracia”, argumentou.

Apesar de ter ficado de fora do segundo turno, a candidata Estela Almagro (PT), terceira colocada com 11,77% dos votos (20.284), afirmou que está satisfeita com o seu desempenho nas urnas. “É claro que eu esperava ganhar as eleições, mas respeito a opinião dos eleitores, porque vivemos em uma democracia”, argumentou.

A mesma linha de pensamento foi adotada por Luiz Carlos Valle (PSB), que ficou em quarto lugar ao receber 8,73% dos votos (15.053). “Nossa posição é de absorver o resultado. A democracia é isso. Fizemos o que era possível, principalmente em função da falta de recursos financeiros”, destacou.

Clodoaldo Gazzetta (PV), quinto colocado com 4,16% (7.177), acredita que a eleição municipal foi importante para fortalecer a marca do partido na cidade. “Também é importante avaliar o custo-benefício de cada voto. Nós entramos sozinhos na disputa, gastando pouco mais de R$ 20 mil e tivemos uma chapa pura de vereadores”, comentou.

Para Sandro Fernandes (PSTU), que teve 1,21% dos votos (2.083), o fato do partido ter lançado uma candidatura própria em Bauru pela primeira vez já é motivo de comemoração. “Temos plena consciência que lutamos contra a hegemonia do sistema capitalista e que o processo eleitoral tem várias distorções, como os tempos de televisão e rádio diferentes destinados aos candidatos”, analisou.

Mesmo tendo recebido apenas 0,07% dos votos (125), Maria Cristina Romão (PCO) também destacou o fato da sua legenda ter disputado o Palácio das Cerejeiras. “A eleição foi tranqüila e a nossa votação ficou dentro do que a gente esperava”, comentou.

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