Economia & Negócios

Símbolo da inflação, freezer perde mercado

Diego Molina
| Tempo de leitura: 1 min

O freezer, principal símbolo da inflação que acometeu o País nas décadas passadas, vem deixando de ser um item indispensável nos lares brasileiros. É o que indica a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNDA). Em 1993, 13% dos domicílios possuíam o eletrodoméstico. A partir de 1999, a porcentagem começou a cair, de 19,6% para 17,7% em 2003.

O bancário Nivaldo Gianezi foi uma das pessoas que optou por abrir mão de manter um freezer em sua residência, há cerca de quatro anos. Na ocasião, o aparelho foi vendido para uma cozinheira profissional, que prepara alimentos e porções congeladas. “Não usávamos mais o freezer, ele estava encostado em casa, sempre desligado. Achamos que seria melhor vendê-lo para continuarmos apenas com a geladeira duplex”, diz.

Ele argumenta que não compraria outro freezer atualmente, justamente por não haver a necessidade de estocar alimentos. “Na época em que a inflação era alta, valia a pena comprar muita coisa e congelar. Hoje, não temos mais essa situação e o freezer da geladeira é suficiente”, comenta.

Na opinião de Itamar Camargo Vieira, gerente de uma loja de eletrodomésticos em Bauru, os consumidores vem trocando seus freezers e geladeiras antigas por modelos mais novos, tendo em mente também a economia de energia. “As vendas de freezers diminuíram e os clientes vêm preferindo as geladeiras com duas portas. O consumo é menor e as pessoas ainda têm espaço para guardar algum alimento congelado, que facilita tanto nossa vida hoje em dia.”

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