Polícia

Grupo aguarda reforma agrária dentro do horto

Ieda Rodrigues
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Os sem-terra estão acampados no Horto Florestal Aimorés desde o início de 2003. Eles cobram do governos federal e estadual a destinação da área, de mais de 2 mil hectares, para a reforma agrária. Parte das terras está arrendada para empresas e outra é objeto de litígio já que existem fazendeiros, como Roberto Garcia Pagani, que apresentam documento de posse de parte da área.

O Instituto de Terras do Estado de São Paulo (Itesp) informa que o Horto Florestal pertence à Rede Ferroviária Federal, que repassou a área ao governo do Estado em pagamento de uma dívida. Há vários anos, o horto está destinado para reforma agrária.

Porém, para iniciar o processo de concessão dos títulos de posse da terra, o Itesp aguarda que a Rede Ferroviária apresente documentos da área, explica Carlos José da Silva e Souza, assessor de assuntos fundiários do órgão. “Estamos aguardando esses documentos para o Itesp poder intervir na área”, diz.

Desde que chegaram à região, por força de liminares de reintegração de posse, o Movimento Terra Nossa já mudou o acampamento oito vezes. Atualmente, as barracas estão instaladas em uma área do horto que está arrendada a uma empresa, ao lado do terreno de Pagani.

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