Política

Presidente da entidade vai cobrar o cumprimento de regimento interno

Michelle Roxo
| Tempo de leitura: 2 min

O novo presidente da Fundação Estadual do Bem-Estar do Menor (Febem), Alexandre de Moraes, vai exigir com rigor o cumprimento do regimento interno da instituição e substituir os diretores que não obedecerem as normas do documento. A informação é da assessoria de imprensa do órgão.

O regimento, que vale para todas as unidades da fundação e foi reformulado nos últimos dias, contém as medidas sócio-educativas, os direitos e deveres dos internos, questões relacionadas à disciplina, conduta, visitas, etc.

Há cerca de dois meses, a Febem passou da responsabilidade da Secretaria de Estado da Educação para a Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania. Desde então, Moraes já fez 12 substituições de diretores nas unidades do Estado.

Na avaliação do juiz da Vara da Infância e Juventude, Ubirajara Maintinguer, a última alteração de diretores da unidade de Bauru está relacionada à mudança de secretarias. O juiz não acredita, entretanto, que a chegada do novo diretor traga mudanças radicais dentro da instituição, já que o quadro de funcionários e o regulamento interno permanecerá o mesmo.

“O corpo (de funcionários) continuará o mesmo e os outros cargos não serão modificados”, diz. “É uma pessoa (nova) no contexto de 100 pessoas que trabalham lá dentro”, completa.

Maintinguer afirmou que não teria condições de avaliar se a alteração também teria sido motivada pelas últimas ocorrências de fuga e rebelião registradas na unidade. “Eu não permaneço dentro da instituição, então não tenho condições de avaliar se havia controle ou não”, afirma.

Antônio Gilberto da Silva, presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Entidades de Assistência e Educação à Criança, ao Adolescente e à Família do Estado de São Paulo (Sintraemfa) avaliou a troca de diretoria em Bauru como positiva. Na avaliação dele, a última gestora da unidade estaria “sem comando”.

Apesar disso, para o presidente do sindicato, o problema de Bauru não será resolvido enquanto alguns funcionários que ocupam cargos comissionados permanecerem na unidade. “Infelizmente, todos os diretores que passaram por aí tiveram problema por conta de alguns coordenadores, que não têm condições de exercer esse quadro de chefia. Praticamente a unidade está sem comando”, opina.

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