Política

Deputado do PSB defende proteção de tecnologias

Gilmar Dias
| Tempo de leitura: 3 min

O presidente da Comissão de Ciência e Tecnologia da Assembléia Legislativa de São Paulo, deputado Jonas Donizette (PSB), defende a proteção das tecnologias desenvolvidas no País como forma de garantir o avanço nas políticas sociais através do comércio do setor.

Ontem, ele visitou Bauru para declarar seu apoio ao candidato a prefeito Tuga Angerami (PDT). O PSB, logo após o primeiro turno das eleições, compôs a frente partidária do candidato pedetista.

Há poucos dias, membros da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) inspecionaram as instalações nucleares brasileiras. O governo, porém, impôs restrições ao acesso dos técnicos à tecnologia nuclear produzida no País.

“Eu acho que devemos olhar isso com bons olhos. Todos os países que conseguiram avanços nas políticas sociais investiram muito em tecnologia. O Brasil faz esse caminho agora. Devemos proteger, realmente, essas tecnologias porque elas servem de fonte de divisas para comercialização”, avalia.

O parlamentar socialista observa, porém, que o País ainda não consegue ter um bom aproveitamento comercial de suas tecnologias. Para ele, o País tem um bom potencial nuclear que precisa ser preservado da espionagem.

Além desse setor, Donizette destaca também o setor aeronáutico, que já tem tecnologia de ponta na fabricação de aviões movidos a álcool. “O setor biomédico também tem avanços fantásticos com relação as pesquisas que estão sendo elaboradas”, enumera.

Ele alerta, no entanto, para a falta de investimentos no recurso humano do setor. “Muitos pesquisadores deixam o País por propostas melhores no exterior. Com isso, estamos perdendo todo um grau de conhecimento investido nessas pessoas. É preciso criar uma estrutura para manter essas cabeças pensantes no Brasil e procurar tirar um bom resultado disso”, defende.

O deputado prega o avanço com segurança na área de energia nuclear. “Ela deve ser tratada com muita prudência. Já tivemos catástrofes no mundo que deixaram seqüelas graves na população e no meio ambiente. No Brasil, à exceção do acidente de Goiânia, a situação é controlada. Podemos avançar, mas deve haver uma conciliação com a população no que diz respeito a questão ambiental. Precisamos investir em segurança sem constrangimentos”, comenta.

Quadro político

O deputado Jonas Donizette disputou a Prefeitura de Campinas na eleição do primeiro turno de 3 de outubro passado. Conquistou a quarta colocação. “Foi uma boa disputa. Eu tive 54 mil votos. Nossa chapa foi pura, sem coligação. Tivemos pouco tempo de TV. Portanto, consideramos o resultado positivo”, analisa.

Ele defendeu que o PSB permanecesse neutro nas eleições municipais do segundo turno em São Paulo, que tem como candidatos a atual prefeita Marta Suplicy (PT) e José Serra (PSDB).

O comportamento do PSB com relação à administração do governador Geraldo Alckmin também se mostra neutra.

“Quando assumi a Assembléia, o partido tinha uma tendência de apoio ao governo do Estado. Tenho uma posição mais independente. Acho que a gente deve se posicionar de acordo com a matéria. Não pode ser um apoio incondicional. O deputado tem a legitimidade do voto e tem que ter a independência para se manifestar”, opina.

Ele lembra que em julho, por exemplo, votou contra o projeto de lei das Diretrizes Orçamentárias. “Defendi o aumento do percentual destinado às universidades, mas como não foi incluído, votei contra.”

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