por ser comparado à

pixação que suja e polui muros

de propriedades públicas

e privadas.

Hoje, entretanto, é reconhecido

como arte que “embeleza”

e alegra a cidade.

Eu considero o grafite uma

intervenção urbana. A idéia

passar uma mensagem”,

diz o grafiteiro Marcos Vinícius

Bulgarelli, instrutor do

projeto “Hip Hop Educando

para um Futuro Melhor”,

desenvolvido em parceria

com a Secretaria Municipal

de Cultura de Bauru.

“É um mecanismo educacional

para desenvolver a

molecada. Também é uma

maneira de levar a arte para

quem pensa que isso está

muito distante. Ninguém

tem dinheiro para entrar em

museu. Dá para as pessoas

verem alguma coisa de qualidade

sem pagar para isso”,

observa.

Marcos afirma que sempre

faz grafite com autorização

ou a pedido do proprietário

do local. “Precisamos

de autorização para não

cair no vandalismo. A partir

do momento em que você

invade o espaço alheio

você está infringindo a lei.

Mas geralmente são as próprias

pessoas que vêm solicitar

o trabalho”, diz.

O estudante Nelson Henrique

Ribeiro de Barros

também está ingressando

na arte de grafitar e já fez

um trabalho em um muro

da 4.ª Companhia da Polícia

Militar (PM). “Vi uns

colegas fazendo e me interessei”,

conta.

O capitão da 4.ª Companhia,

Nelson Garcia Filho,

aprovou a arte. “A grafitagem

é bonita e não ofende visualmente.

As pessoas em Bauru

deveriam dar oportunidade

aos grafiteiros”, avalia.

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