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Iamspe tem verba maior para convênio

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 3 min

O Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (Iamspe) aumentou em 43% o valor mensal destinado a pagar consultas, exames, internações e cirurgias feitos pelo funcionalismo nos três hospitais da Associação Hospitalar de Bauru (AHB), informou ontem o deputado Pedro Tobias (PSDB). Com o reajuste, a cota, que era de R$ 210 mil, passa a R$ 300 mil mensais.

Há meses os servidores públicos estaduais de Bauru e região reivindicavam o aumento da cota. Em maio, a AHB chegou a suspender o atendimento através do Iamspe porque a cota vinha estourando todos os meses. Mas com o reajuste de 43%, o diretor técnico do Iamspe em Bauru, Gustavo Lautenschlager, acredita que o problema estará resolvido.

“O nosso cálculo é que esse valor de R$ 300 mil mensais é suficiente para atender toda a demanda e ainda melhorar o atendimento”, defende. Ao todo, em Bauru e 31 cidades da região, são cerca de 70 mil servidores que contribuem com 2% do salário para o Iamspe e têm direito a usufruir do convênio médico.

Por mês, entre 1.000 e 1.200 servidores são atendidos na AHB pelo Iamspe. O médico Samuel Fortunato, diretor técnico do Hospital de Base, acredita que o reajuste na cota está muito perto do ideal. “Se não for suficiente para atender toda a demanda, será quase isso. E foi aberta ainda a possibilidade, dependendo do caso, de usar uma cota extra”, comenta.

Para Pedro Tobias, que viabilizou o aumento da verba para procedimentos feitos na AHB junto ao superintendente do Iamspe, Milton Flávio Marques Lautenschlager, os servidores terão atendimento mais digno e humanizado.

O diretor técnico do Iamspe em Bauru frisa que procedimentos não previstos no convênio do órgão em Bauru até agora passarão a integrar a lista de serviços. “Vamos melhorar o atendimento porque incluímos exames e cirurgias nas áreas de ortopedia e oftalmologia, que até agora não eram oferecidos em Bauru”, ressalta.

Porém, há servidores que defendem que para melhorar o atendimento prestado à categoria o Hospital Estadual (HE) Arnaldo Prado Curvêllo deveria integrar a rede de hospitais do Iamspe. “Para nós, essa seria a melhor alternativa porque nos hospitais da AHB faltam leitos”, sustenta Vera Lúcia Durand, diretora regional do Centro do Professorado Paulista (CPP).

Ela reconhece, no entanto, que essa proposta é inviável devido à legislação, que impede hospitais administrados por faculdades a firmar convênios para atendimento, mesmo que sejam a servidores públicos. O Hospital Estadual só pode atender pelo SUS.

Mas Vera Lúcia reclama que a cota de procedimentos sempre estoura, principalmente no final do mês. “Quando isso ocorre, o servidor acaba sendo atendido pelo Sistema Único de Saúde no Hospital Estadual. Tem gente que pagou o Iamspe a vida inteira e quando precisa, não pode usar o convênio, tem que recorrer ao SUS”, critica.

O convênio Iamspe dá aos servidores direito a serem atendidos diretamente nos hospitais da AHB (não precisam passar pelo pronto-socorro como os demais pacientes do SUS) e à acomodação hospitalar diferenciada.

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Médicos credenciados

O reajuste no valor da cota não é a única novidade do Iamspe. Para tentar equilibrar receita e despesa, o instituto está reduzindo o número de médicos cadastrados para realizar atendimentos ambulatoriais, como consultas.

A determinação, explica Gustavo Lautenschlager, diretor técnico do Iamspe em Bauru, é manter médicos cadastrados somente para as especialidades em que o instituto não tenha profissionais em seu quadro clínico.

O Iamspe mantém um quadro de médicos à disposição dos servidores para consultas e encaminhamento a atendimento especializado ou internação, dependendo do caso. É devido esta mudança que a agente organização escolar Nilce Inez de Oliveira reclama que não poderá continuar o tratamento ginecológico com o seu médico.

“Em caso de urgência, nunca tive problema para ser atendida pelo Iamspe. Minha reclamação é com relação a consultas: não estão agendando mais consultas com os médicos credenciados. Ou seja, terei que trocar de médico”, comenta.

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