SERGINHO
A morte de Serginho comoveu todo o País. Eu, que me considero da família do futebol, tive um péssimo final de noite e não dormi direito. Mário Sérgio, atualmente dirigindo o Atlético Mineiro, em entrevista ontem pela manhã à Rádio Jovem Pan, acusou o São Caetano de negligência no triste acontecimento. Prefiro ficar com a opinião do amigo Claudecir, do Palmeiras, e que também trabalhou com Serginho no Azulão: foi uma fatalidade. É o que acha também Osmar de Oliveira, médico e comentarista esportivo da TV Record: uma fatalidade, qualquer um está sujeito a isso. Quando acontece uma tragédia, são apontadas falhas, surgem cobranças, comentários e “caça as bruxas”. Mas o leigo aqui acha que tudo foi tentando para salvar a vida do jogador. Muita gente morre sendo atendida no PS e UTI. Se Serginho tivesse sido salvo no Hospital São Luiz, ninguém iria falar no desfibrilador, demora da ambulância ou ambulância trancada. Comenta-se que exames foram feitos e uma alteração cardíaca foi apontada em Serginho, no começo do ano. Não sei, mas talvez o problema teria sido tão pequeno, não havendo a necessidade de prevenção. Segundo a cunhada de Serginho, ele não tomava remédio, nunca reclamou de problemas, e ela nunca ouviu falar de qualquer termo de responsabilidade. Mas a CBF precisa dar mais atenção aos atletas e obrigar os clubes profissionais de todas as divisões fazerem exames médicos periódicos em todos jogadores - principalmente, das categorias de base.
O LÍDER PEIXE
Em jogo movimentado, mas de poucas oportunidades de gol, Flamengo e Santos ficaram no 1 a 1, um justo empate no Maracanã. O Peixe não jogou bem, mas com o ponto conquistado fora de casa, assumiu a liderança do Brasileirão com 69 pontos, enquanto o Flamengo, com 42 pontos, fica muito próximo da zona de rebaixamento, ocupando a 19ª colocação.
DE BOM TAMANHO
Criciúma e Corinthians também empataram em 1 a 1, resultado que não agradou a nenhuma das duas equipes que lutam por objetivos distintos no Brasileirão. A partida ficou marcada pela emoção dos jogadores após tomarem conhecimento da morte de Serginho. Aos 27 minutos do segundo tempo, Tite, Fabinho e Fábio Baiano, profissionais que trabalharam com Serginho no São Caetano, não contiveram as lágrimas e a partida ficou paralisada por seis minutos. O Timão chega aos 58 pontos (oitava colocação) e permanece na luta por uma vaga na Copa Libertadores do próximo ano - até mesmo pelo título nacional. A distância para o líder Santos é de 11 pontos. O Criciúma chega aos 44 e ainda luta para se afastar da zona do rebaixamento. O jogo teve um nível técnico razoável e o resultado ficou de bom tamanho para os dois times.
CAMPINEIROS
A vitória de 3 a 0 sobre o Paysandu, encerrou uma seqüência de seis jogos sem vitória da Ponte Preta. Foi o primeiro triunfo da Macaca sobre o Papão em quase 20 anos. Além disso, a Ponte acabou com uma sequência de quatro jogos sem marcar gols e de 69 dias sem vitórias jogando em casa. O também campineiro Guarani não se intimidou com o fato de jogar no Beira-Rio, e derrotou o Internacional por 3 a 1. O brilhante resultado foi importante para o Bugre, que chegou aos 38 pontos e deixou a lanterna nas mãos do Grêmio.
ALMA LAVADA
Com grande atuação do seu trio ofensivo, o Fluminense pulverizou o Juventude na Cidade do Aço. Rodrigo Tiuí, que fez três gols, Roger (2) e Alessando (2), foram os heróis do Flu, que tirou a barriga da miséria. Com a goleada de 7 a 1 em Volta Redonda, o Tricolor das Laranjeiras, lavou a alma e ficou embalado para enfrentar o Santos neste sábado.
EXCESSO
Os times da NBA - a liga de basquete profissional dos EUA - estão cada vez mais utilizando os tiros de três pontos. Por isso, o uso excessivo da jogada elevou o número de arremessos errados nos últimos anos, tornando o jogo mais feio. Na primeira temporada da linha de três pontos (1979-1980), exatamente há 25 anos, os times só arriscaram 2% de trás da linha. Dez anos depois, o número subiu para 7,4% e na última temporada foi de 18,7%, com aproveitamento médio de apenas 36%.
MEMÓRIA
Campeonato Paulista de 1981: Noroeste 2 x 1 Internacional de Limeira, em Bauru, gols de Jairo Mendonça e Régis. Ronaldo marcou o gol da Inter. Árbitro: Edmundo Lima Filho. Público pagante: 3.840. Noroeste: Hindemburgo; Macalé, Dedê, Jorge Fernandes e Mauricinho; Ednaldo, Wallace e Jairo Mendonça (Wilsinho); Niquinha (Jorge Maravilha), Régis e Paulo Roberto. Técnico: Bolão. Inter: Marcos; Nonoca, Alexandre Pimenta, Joílson e Donizete; Tornado, Ronaldo e Celso; Lela, Marcão (Almir) e Simões. Técnico: Pedro Rocha.