Para os juízes da 23ª e 387ª zonas eleitorais, respectivamente João Thomaz Diaz Parra e João Augusto Garcia, a primeira eleição com segundo turno da história política de Bauru foi marcada pelo equilíbrio. Os magistrados consideram que a população soube resistir à interferência do poder econômico.
“A eleição fica marcada pelo equilíbrio e a transparência, com a Justiça Eleitoral conseguindo, junto com centenas de cidadãos que trabalharam, um processo limpo, como tem de ser na democracia”, avalia Parra.
João Thomaz também salienta a segurança das urnas eletrônicas como garantia do processo. “Alguns ainda lançam, sem nenhum embasamento, dúvidas sobre o funcionamento das urnas. São comentários sem conhecimento sobre o equipamento e o sistema que o acompanha”, comenta.
O magistrado ainda reforça que a Justiça Eleitoral disponibilizou treinamento para que os representados dos partidos políticos pudessem conhecer os mecanismos e sua fiscalização, mas ninguém compareceu.
João Augusto Garcia também considera que a atuação da Justiça Eleitoral foi no sentido de impedir abusos e garantir a escolha do voto com a obediência da lei. “No final do primeiro turno, tivemos que atuar de forma firme para coibir abusos. O mesmo aconteceu no final do segundo turno. Não hesitamos em tirar do ar programas que partiram para ataques pessoais e fugiram da crítica política”, reforça.
Garcia ainda reputa a manutenção do equilíbrio e cumprimento da lei eleitoral em quase todo o processo às reuniões preparatórios com os partidos e alianças. “Nós advertimos e estabelecemos condutas para o processo. Com exceção do aumento do acirramento na reta final do segundo turno, a eleição transcorreu com tranqüilidade”, cita.
Tanto Garcia quanto Parra acreditam que o processo seguiu sem muitos traumas até o final em razão do movimento que levou ao compromisso com a ética, organizado pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) logo no início da campanha.