ABSURDO
Era só o que faltava, o São Caetano ser punido com o rebaixamento à Série C do Brasileiro por causa da morte do zagueiro Serginho. Seguinte: o presidente do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), Luis Zveiter, ameaça punir o clube do ABC por causa da fatalidade ocorrida no Morumbi, na última quarta-feira, na partida entre São Paulo e São Caetano. “Podemos suspender o São Caetano preventivamente. É uma hipótese para evitar prejuízo a outras equipes. Mas antes vamos avaliar tudo com calma e verificar a documentação do Serginho na CBF para saber se temos jurisprudência” - disse o presidente do STJD, que para mim, deve estar querendo aparecer. A punição imediata seria o afastamento do atual Campeonato Brasileiro e, posteriormente, o Azulão não poderia ser inscrito em qualquer torneio da CBF por 720 dias (dois anos), o que acarretaria na queda à Série C. Mas não creio nisso, porque o Azulão não tem culpa nenhuma pelo triste acontecimento. Falar em punição seria um absurdo que não tem tamanho. Fizeram de tudo para tentar salvar o zagueiro quarta-feira, e ele insistiu em continuar a carreira. “Vou jogar bola de qualquer jeito. É a única coisa que sei fazer, e tenho família para sustentar. Preciso ganhar mais um dinheiro até conseguir me aposentar’’, disse Serginho, segundo relato de um dos médicos do Incor, que descobriu o problema cardíaco no atleta, no início do ano.
CONTINUAÇÃO
A partida entre São Paulo e São Caetano, interrompida aos 14 minutos do segundo tempo, quarta-feira passada, será recomeçada amanhã, com portões abertos. Acho que não será legal continuar um jogo dramático, em que Serginho morreu. O ideal era não fazer a partida em cima, mas não dá para passar por cima do regulamento da CBF.
MATADOR PRAIANO
Os dois gols marcados por Robinho na goleada de 5 a 0 contra o Fluminense, fizeram o jovem atacante alcançar o vice-artilheiro do campeonato, Alex Dias, do Goiás, com 21 gols. Mas Washington, do Atlético Paranaense, fez dois contra o Internacional, e agora tem 27, seis a mais que Robinho. O santista terá sete partidas para tirar a diferença, e se conseguir o feito, se igualará a outros quatro que foram artilheiros do Brasileirão vestindo a camisa do Santos. Em 1983, Serginho Chulapa fez 23 gols. Oito anos depois, Paulinho, que mais tarde seria chamado de McLaren, fez 15 gols. Guga, em 93, fez 14 e Viola, em 1998, marcou 21.
VESTIBULAR
Faltam apenas sete questões, ou melhor, sete rodadas para sair o resultado do ‘vestibular’ do Cruzeiro. A reta final do Brasileiro definirá de uma vez por todas a lista oficial de aprovados e reprovados para a temporada de 2005, mas o fato é que alguns já levaram ‘bomba’ e vão sair do clube após o fim do ano. A reformulação vai começar pelo técnico: Marco Aurélio não será o treinador do Cruzeiro em 2005.
FERNANDO HENRIQUE
Alô Sílvia Helena, só agora estou respondendo seu e-mail. Seguinte: vamos publicar muitas matérias do seu irmão Fernando Henrique, o jovem goleirão do Fluminense, que iniciou a carreira no Matsubara e já defendeu a equipe nacional sub-20. Afinal, o garoto é bauruense e vestirá num futuro bem próximo a camisa da Seleção Brasileira principal. Gostei de ver Fernando Henrique domingo, no programa Rock Gol, da MTV.
NOROESTINOS
Pedro Portalupi Monteiro, bauruense residente em São Paulo, está feliz com o Noroeste, que subiu de divisão e tem agora uma ótima estrutura. Pedro lembra o Norusca da época de Lorico, China, Zé Rubens, Tecão e Lela. Bons tempos aqueles, sem dúvida. Cícero Firmino, de Votuporanga, diz que gosta muito desta coluna, espera um Noroeste bem armado em 2005 e quer mais notícias do clube. Amigo Cícero, teremos novidades na semana que vem. Aquele abraço.
COMEÇA O SHOW
Três jogos abrem hoje a temporada 2004/05 da NBA, a maior e melhor liga de basquete profissional do planeta, que terá a participação de cinco atletas brasileiros: Nenê, do Denver Nuggets, Leandrinho (Phoenix Suns), Alex (New Orleans Hornets), Baby (Toronto Raptors) e Anderson Varejão (Cleveland Cavaliers).
MEMÓRIA
Campeonato Paulista de 1985: Noroeste 1 x 1 São Paulo, em Bauru, gols de Osmair para o Norusca e Pita para o Tricolor. Árbitro: José Luís Guidotti. Público pagante: 11.248. Noroeste: Sílvio Luís; Valter Nascimento, Jorge Fernandes, Carlos Alberto e Ferreira; Marcão, César e Washington; Amauri, Osmair e Jânio. Técnico: Nenê Boteco. São Paulo: Abelha; Éder Taino, Márcio Araújo, Dario Pereyra e Nelsinho; Ruben Furtenbach, Silas e Pita; Muller, Pianelli e Sidnei. Técnico: Cilinho.