O JOGO INACABADO
São Paulo e São Caetano terão apenas 31 minutos hoje à noite, para finalizar a trágica partida em que o zagueiro Serginho morreu em campo. O jogo foi paralizado aos 14 minutos do segundo tempo, quando ainda estava 0 a 0, no entanto, as duas equipes precisam da vitória para continuar na briga pelo título nacional. Assim, o São Paulo que jogou contra o Figueirense no sábado e perdeu por 1 a 0, em Florianópolis, promete pressionar o adversário desde o início. A formação do time será a mesma do jogo da última quarta-feira, com Jean no lugar de Nildo na frente, única alteração feita na oportunidade. Na recente história entre os dois clubes (10 jogos), o Azulão jogou cinco vezes no Morumbi e nunca perdeu: foram duas vitórias e três empates. Só neste ano, as equipes se enfrentaram duas vezes no Morumbi. Pelo Campeonato Paulista, o São Caetano venceu por 2 a 0. Pela Copa Sul-Americana, houve empate por 1 a 1. O Azulão ainda desperdiçou um pênalti faltando dois minutos para acabar a partida. Nos pênaltis, deu Tricolor. Para o jogo de hoje, o time do ABC tenta os três pontos, mas não será nada fácil, já que a semana foi de reclusão e reflexão com a família. A equipe de Péricles Chamusca está em quinto lugar com 65 pontos, e caso vença dois jogos, encosta nos líderes Santos e Atlético-PR, ambos com 72 pontos.
PEIXINHO NAS ALTURAS
Priorizando o Campeonato Brasileiro, onde lidera com 72 pontos a sete rodadas do final, Vanderlei Luxemburgo seguiu para o Equador com apenas 15 jogadores. Assim como aconteceu nos dois confrontos contra o São Paulo, pela Copa Sul-Americana, o treinador decidiu escalar um time reserva contra a LDU, hoje à noite. As duas equipes já se enfrentaram este ano, mas pela Copa Libertadores. Na primeira partida, o glorioso alvinegro praiano abriu 2 a 0 e levou a virada: 4 a 2, causando a demissão do técnico Émerson Leão. Na partida de volta, na Vila Belmiro, o Santos venceu por 2 a 0 no tempo normal e nos pênaltis, jogo que marcou a reestréia de Luxemburgo no Peixe. Esta noite, além da LDU, o Santos enfrentará a altitude de Quito, sério problema. Luxa escalou para o jogo contra os equatorianos, o time com três zagueiros, embora já tenha admitido que não gosta do esquema 3-5-2. Também não gosto. Prefiro o 4-4-2, já que dificilmente é usado o 4-3-3, meu esquema ideal.
MELHORES
São Paulo e Santos estão entre os dez melhores times do mundo, segundo o mais recente levantamento da Federação Internacional de Futebol, História e Estatística, que leva em consideração os resultados das equipes nos últimos 12 meses. O São Paulo aparece em oitavo lugar e o Santos em nono. O primeiro é o Manchester United, da Inglaterra, seguido pelo Valencia, da Espanha, e do Arsenal, da Inglaterra.
SURPRESO
O Palmeiras vem de quatro vitórias consecutivas e já está na terceira colocação do Campeonato Brasileiro, quatro pontos atrás dos líderes Santos e Atlético-PR. Pedrinho, um dos destaques nessa campanha, no entanto, no início da competição, não acreditava em uma campanha tão boa. “No começo do campeonato, devido a perda de jogadores, não esperávamos que as coisas acontecessem de uma forma tão boa. Estou surpreso com o nosso desempenho” - contou o meia em entrevista à rádio Jovem Pan. Entre as perdas do Verdão, Pedrinho está se referindo ao artilheiro Vágner Love, que se transferiu para o CSKA, da Rússia, e o atacante Muñoz, com uma contusão grave. No entanto, o ataque palmeirense se ajeitou durante a competição e “revelou” Osmar, Kahê e Ricardinho.
ASSÉDIO TURCO
Márcio Nobre, do Fenerbahçe, foi vítima de um lance inusitado no Campeonato Turco. O zagueiro do Besiktas, Emre Asik, passou a mão nas nádegas do ex-atacante do Cruzeiro durante o jogo de sábado entre as duas equipes. “É a primeira vez na vida que me acontece um lance desses”, afirmou o brasileiro, irritado e com razão. Pula para outra parede, lagartixa. Afinal, futebol é um jogo para homens, não é mesmo, Teixeira? O diário “Sabah”, de Istambul, deu destaque ao assunto, com o título “Assédio sexual em campo”.
HISTORINHA
O amigo Oswaldo Alvarez, o Vadão, meia esquerda reserva do Noroeste em 1978/79, contou uma historinha que ocorreu quando ele dirigia o XV de Piracicaba na Série C do Campeonato Brasileiro. Numa partida decisiva contra o Gama, no Distrito Federal, pelas semifinais da competição, tudo ia ia bem com o ônibus do XV, mas ao sair da concentração para o estádio, de repente, um problema. “O ônibus enguiçou. Tivemos de sair, correndo feito loucos, pelas ruas, para apanhar táxi para não perder a hora do jogo. Estas situações acontecem no futebol brasileiro. Foi um verdadeiro sufoco” - lembrou o treinador do Bahia.