Esportes

Memória: Novembro na história do Noroeste

Da Redação
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Muitos são os acontecimentos que ficaram marcados, para todo o sempre, na história do Noroeste. No decorrer dos anos, o Alvirrubro colecionou uma série de conquistas em sua caminhada iniciada em 1º de setembro de 1910 (data de fundação) até os dias de hoje. Do antigo futebol bauruense, é o Noroeste o remanescente entre tantos clubes que movimentaram a vida futebolística da cidade.

Novembro ocupa uma posição de destaque na história do Noroeste, pois foi neste mês, em épocas diferentes, que três fatos agitaram a cidade, principalmente a torcida noroestina.

Sem maiores pretensões, começou o Noroeste a disputar o Campeonato do Interior de 1943, na tentativa de alcançar um lugar honroso. Formando um time à base de jogadores oriundos do nosso futebol, foi o Noroeste vencendo um a um os seus adversários, para chegar então à final, contra o Guarani de Campinas, em dois jogos que seriam realizados no Pacaembu. No primeiro, domingo à tarde, o Noroeste venceu por 1 a 0, gol de Fontes.

Jogaria a segunda partida na quarta-feira à noite (10 de novembro de 1943), contando com a vantagem do empate e isso realmente aconteceu, com o resultado final de 0 a 0. Os heróis noroestinos foram: Amélio; Xandu e Irineu. Chocolate, Sérgio e Balbino; Lamônica, Crisanto, Adolfrizes, Cirilo e Fontes. O técnico era Euclides Paixão e o presidente Waldemar de Almeida Vale e Silva.

Tristeza

O dia 23 de novembro de 1958 deveria ser um dia dos mais festivos para Bauru esportiva, pois aqui jogaria o São Paulo, com a sua força máxima, na tentativa de alcançar uma vitória e continuar na luta pelo título. Era uma tarde de muito calor e o velho estádio de madeira recebia um público numeroso. Após a disputa de apenas alguns minutos, um incêndio irrompeu nas gerais e parte destas acomodações foram rapidamente consumidas pelo fogo. A partida, suspensa, teve continuidade do fim do ano, no campo do BAC, com a vitória do Tricolor por 3 a 1.

Foi, realmente, um acontecimento dos mais tristes para toda Bauru esportiva. A FPF atendeu ao pedido do Noroeste em mandar os seus jogos no campo do BAC, até o término da construção do atual estádio que foi edificado pela Rede Ferroviária em Vila Pacífico e inaugurado em maio de 1960.

Histórica goleada

Ainda no mês de novembro, mas em 1959, Bauru vivia no dia 29 daquele mês, uma tarde das mais festivas, pois aqui jogaria o Corinthians com a sua melhor formação. Completamente lotado, o numeroso público que ocupava todas as dependências do estádio do BAC assistiu a uma das maiores goleadas alcançadas pelo Noroeste, contra um dos chamados times grandes, em sua trajetória pela então Primeira Divisão, desta feita frente ao Alvinegro do Parque São Jorge que perdeu por 6 a 3.

Naquela memorável tarde, o Noroeste jogou assim formado: Julião; Pedro, Geraldo e Vila. Fernando e Gaspar; Batista, Maneca, Gomes, Ranulfo e Gérson. Os gols foram marcados por Maneca (2), Gaspar (cobrando falta da intermediária), Gomes, Batista e Fernando.

Informações mais completas sobre estes fatos históricos do E.C. Noroeste, poderão ser obtidas junto à editoria do Bauru Ilustrado, à rua Joaquim da Silva Martha, 23-24 e pelos fones 3223-5175 e 3224-3869.

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