Geral

Interação com comunidade pode ajudar

Diego Molina
| Tempo de leitura: 1 min

Edmar Oga da Silva, que é secretário do Sindicato dos Professores no Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), concorda que o vandalismo é um dos principais problemas para a conservação das escolas. Ele aponta, no entanto, que os atos não são provocados por falta de interação das escolas com a comunidade. “A maioria dos estabelecimentos de ensino está aberto aos finais de semana no projeto Escola da Família, e isso possibilita a integração dos alunos e da população. As próprias escolas promovem eventos para buscar essa interação”, diz.

Ele comenta que o Estado não dá condições necessárias para que as escolas realizem a manutenção constante dos prédios, muitos deles construídos há mais de 30 anos, mas que a participação da comunidade na vida do estabelecimento de ensino pode mudar a realidade do vandalismo.

“Há uma agressividade dos alunos por conta da falta de perspectivas e daí eles partem para o vandalismo. Mas quando você entra em um local que está impecável, pensa duas vezes antes de jogar um papel no chão. As escolas estão em situação ruim e precisam de reparos e pintura e, com a interação, as pessoas vão saber usar aquele espaço que é de toda a comunidade”, avalia.

Na opinião da titular da Diretoria Regional de Ensino, Vera Nilce Ludke Jarussi, o projeto Escola da Família, assim como os eventos promovidos pelas instituições, são o melhor caminho para evitar os atos de vandalismo. “As pessoas já estão usando as escolas, fazendo cursos, aprendendo, se divertindo, fazendo esporte... Elas passaram a ter aonde ir dentro do próprio bairro, e essa integração tira da cabeça aquela raiva, o desejo de pichar, de estragar. Esperamos que eles queiram deixar a escola bonita porque ela é para o uso de todos”, destaca.

Comentários

Comentários