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Alunos e novos profissionais estão em constante busca de atualização

Diego Molina
| Tempo de leitura: 2 min

Quando o engenheiro de alimentos Renato Issao Nakamura concluiu seu curso em uma universidade da região de Bauru, há cerca de dois anos, foi um dos poucos de sua turma a ser efetivado na empresa em que estagiava. “Eles gostaram do meu trabalho e quiseram que eu continuasse desenvolvendo meus projetos. Foi muito bom me formar com a garantia de um emprego”, relata.

Atualmente, ele pensa em iniciar um curso de mestrado e se aperfeiçoar, justamente para buscar maior crescimento profissional. “A empresa onde trabalho me oferece condições de crescer, mas quero me especializar. Não pensava em parar de estudar e hoje vejo que isso é necessário para todo profissional que quer se dar bem”, indica.

Maria Cláudia Rodrigues também começou a trabalhar logo após a formatura no curso de física, que concluiu em uma universidade do Paraná. “Eu já dava aula em um cursinho, tirando dúvidas dos alunos, e fui chamada para uma escola de Bauru. Estou feliz com meu trabalho, apesar do salário de professor não ser tão bom quanto o dos meus colegas que trabalham com pesquisa”, constata.

Os estudantes Lidiane Faccio e Augusto de Almeida Conceição, que cursam o terceiro ano de engenharia civil da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Bauru, apontam para a necessidade de maior interação com empresas da cidade. “Não vemos esse tipo de integração, os alunos não têm muitas oportunidades de estagiar nas empresas. Estamos reabrindo a Empresa Júnior da faculdade, que faz justamente isso: pega o mercado e o traz para dentro da universidade, proporcionando aos alunos a chance de apresentar soluções para os problemas do mercado”, diz Augusto.

Lidiane completa que essa é uma das poucas oportunidades que os alunos têm para tomar contato com a realidade da profissão. “O mercado para profissionais de engenharia é um pouco saturado em Bauru, mas para se dar bem, sem dúvida você precisa continuar se aperfeiçoando”, declara.

Na opinião de Leandro Faccione, estudante do terceiro ano de engenharia elétrica da Unesp, a estrutura oferecida pela instituição dá condições para a boa formação dos alunos. Seu colega Adriano Pizzocaro aponta que o estudante tem um papel tão importante quanto a universidade em sua formação.

“Não é só a faculdade que vai te preparar, você tem que correr atrás. Digo isso para todos os cursos. Estou pensando em começar um projeto de pesquisa agora, mas eu é que estou vendo tudo”, comenta.

Após o término do curso, Pizzocaro revela a intenção de buscar outra faculdade ou um curso de especialização, na tentativa de expandir as chances de um bom emprego. “Quero continuar estudando, não dá mesmo para parar. Eu gostaria de me aprofundar na área de administração e seguir junto com a engenharia.”

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