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Duas questões

De hoje até o dia 31, os bastidores políticos serão movimentados por duas questões altamente especulativas. A primeira é a formação do secretariado do governo de Tuga Angerami. A segunda é a eleição da Mesa Diretora da Câmara Municipal para o biênio 2005/2006. Resta menos de um mês para estas definições.

Mais alguns dias

Informações da jornalista Tânia Guerra - que certamente estará na futura equipe de auxiliares do prefeito - dão conta de que neste começo de semana ainda não serão anunciados nomes, uma vez que devido às viagens a Brasília e São Paulo (resta uma ainda nesta terça), o prefeito eleito não teria definido nada.

Jogo de xadrez

Quanto à direção da Câmara Municipal, as especulações estão mais adiantadas. A análise do momento é a de que não há um nome forte, que tenha largado na frente entre alguns já anunciados como pré-candidatos. A conclusão a que se chega é que a definição, para não fugir à regra, será um autêntico jogo de xadrez.

Duas faces

Se a futura oposição (leia-se aqueles que não foram eleitos pela coligação de Tuga) conseguir unificar interesses, pode sair com um bloco forte em termos de eleição da Mesa. Porém, os especialistas dizem que se o prefeito eleito ou seu negociador for habilidoso nas conversas, ele fará o presidente do Legislativo com certa tranqüilidade.

Confirmação

Como surgiram dúvidas ontem, vale repetir que o encontro entre o governador Geraldo Alckmin (PSDB) e os prefeitos eleitos da região foi transferido de amanhã para terça-feira, no Palácio dos Bandeirantes, na Capital. O número de municípios convidados saltou de 19 para 39.

Tecnologia

O vereador José Clemente Rezende (PDT) diz que voltou empolgado do encontro sobre tecnologia na administração pública, promovido durante a semana pela Associação Paulista de Municípios (APM), em São Paulo. O parlamentar defende que o uso da informática nas prefeituras e câmaras municipais é fundamental para garantir a transparência das ações governamentais.

Devolução

O presidente da Câmara Municipal de Bauru, vereador Renato Purini (PMDB), deve anunciar na próxima semana o total de recursos que serão devolvidos à prefeitura neste ano. O montante se refere às verbas que foram repassadas pelo Executivo e não foram utilizadas pelo Legislativo.

Ajuda em 2003

No final de 2003, o prefeito Nilson Costa recebeu da Câmara um cheque de R$ 1 milhão, que ajudou a pagar os salários dos servidores. Este ano, no entanto, a expectativa é de uma devolução mais modesta. Como as finanças da prefeitura vivem dias difíceis, qualquer valor será bem recebido.

Possível saída

Talvez esteja aí a saída para pagar o que falta (ou pelo menos parte) do salário de novembro aos servidores municipais que ainda não receberam. A não ser que haja outra forma surgindo neste começo de semana lá pelos gabinetes do Palácio das Cerejeiras, por que não conversar com a Câmara e antecipar o dinheiro?

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