Poeta das leis
O ex-consultor jurídico da Câmara Municipal de Bauru e um dos mais conceituados advogados de Bauru e região Paulo Lauris surpreendeu a todos, positivamente, sexta-feira à noite, na Câmara Municipal, durante a cerimônia que lhe outorgou o merecido título de Cidadão Bauruense. O brilhante orador, no final de sua manifestação, deixou o improviso e leu uma poesia escrita por ele especialmente para a ocasião, arrancando aplausos calorosos de todos presentes.
No Politicando
Em uma das próximas edições mostraremos fotos do evento e, se Lauris permitir, também a poesia, que fala do título e de Bauru. A propositura foi do vereador José Lelo Rodrigues, que em seu discurso contou uma passagem engraçada no Legislativo envolvendo Lauris. Reproduzimos a história, com mais detalhes, no Politicando de hoje, na página 3.
Nepotismo 1
Em uma das rodas de bate-papo sobre política, no final de semana, surgiu uma dúvida sobre a abrangência da aplicação da lei do nepotismo em cima de nomeações pelo próximo governo, a partir de janeiro de 2005. A lei de autoria do vereador Toninho Garmes (PSDB) impede nomeações de parentes de prefeito, vice, secretários, vereadores e de presidentes do DAE, Cohab e Emdurb em até 3º grau.
Nepotismo 2
Os comentários sobre a limitação imposta pela lei do nepotismo surgem no momento em que assessores do prefeito eleito Tuga Angerami (PDT) se movimentam à espera do anúncio do grupo que vai governar a cidade. Nas rodas, foram lançadas situações para se discutir se a lei impediria ou não a escolha de alguns nomes. Tuga, por exemplo, não poderia contar com o ex-deputado Roberto Purini (PMDB) em função dessa lei, porque o vice-prefeito é o vereador Renato Purini (PMDB).
Nepotismo 3
A aplicação da lei está centrada no instante da nomeação. Ou seja, nenhum parente poderá ser indicado para qualquer cargo de comissão no governo se, no ato da eventual escolha, alguém da família estiver ocupando uma das funções de primeiro escalão, de vice-prefeito a secretário. A única forma de “driblar†a aplicação da lei seria primeiro indicar um parente para o cargo de menor escalão para depois escolher o outro parente para secretário, por exemplo.
Não gostou
Numa outra roda, o autor da lei, Toninho Garmes, ficou uma fera quando soube dos comentários. Ele já adiantou que seria um comportamento nefasto a utilização de qualquer forma para burlar norma objetivando que parentes possam, eventualmente, participar do governo.
Caixa vazio
Na página 3 da edição de hoje fazemos um levantamento em cima do balancete da prefeitura para mostrar a gravidade da situação financeira neste final de ano. As contas não vão fechar, como já alertamos há várias semanas. O caixa está vazio, apesar da receita ter sido acima do previsto no orçamento. Se o bloqueio do ICMS persistir, o governo ficará em situação ainda mais difícil diante dos servidores e dos fornecedores.