Bairros

Portador da OI alivia traumas com religião e carreira artística

Sérgio Pais
| Tempo de leitura: 2 min

O gaúcho de Caxias do Sul Marcelo Rodrigues de Souza, 31 anos, traz na lembrança os traumas vivenciados por um portador da osteogenesis imperfecta (OI) que consegue sobreviver além dos primeiros dias de vida. Com apenas um mês de vida, Souza já contabilizava fraturas nas duas pernas, nos dois braços e em uma costela.

Souza driblou a morte prematura quase certa que acomete as vítimas das manifestações mais agudas da OI, como no seu caso, e hoje se dedica à carreira artística de cantor de temas evangélicos. Ele ainda lembra que tentou, aos 11 anos, com uma faca, fazer o que a doença “se esqueceu” de cumprir. “Sempre fui revoltado com a minha doença e realmente tentei o suicídio aos 11 anos. Mas pensei na minha mãe e joguei a faca para longe”, recorda.

Aos 17 anos, conheceu a religião, abandonou a revolta da juventude e refez seus conceitos de vida. “A religião alivia todos os traumas”, garante. A carreira artística, que já conta com três CDs gravados, começou há cerca de seis anos, após sua aparição num programa de televisão de estilo popular.

O agora cantor lembra que foi justamente num culto da Igreja Adventista do 7.º Dia que conheceu um médico que lhe prescreveu uma alimentação naturalista. Souza credita a estabilização de sua doença e a menor freqüência das fraturas ao regime alimentar que passou a adotar desde então. “Minha situação melhorou muito depois que me tornei vegetariano”, atesta o portador da OI, atualmente avaliado como “clinicamente bem” pelos médicos.

Em Bauru, além da avaliação genética com o biólogo e geneticista Esiquiel de Miranda, Souza também fará duas apresentações de seus trabalhos numa igreja evangélica. As apresentações serão hoje e amanhã, a partir das 19h, na rua José Miguel, 25-60, na Vila Popular Ipiranga.

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