O calor está de volta. O período é de férias para boa parte das pessoas. Mas encarar praias e piscinas usando biquínis e maiôs pode parecer um verdadeiro martírio para quem guarda no corpo as marcas da comilança dos meses anteriores. E ‘vamos combinar’ que corpinho de modelo é para poucas. Então, o jeito é usar alguns truques para pôr o corpo à mostra sem fazer feio por aí nesse verão.
É o consultor de imagem e moda Odil Zepper - o Juba quem dá as dicas. Segundo ele, o corte dos biquínis e maiôs pode sim realçar ou disfarçar as formas do corpo. O modelo certo pode alongar as baixinhas, pode esconder aquelas gordurinhas que insistem em aparecer, pode aumentar ou reduzir o volume dos seios, equilibrar costas e ombros largos com quadris estreitos ou vice-versa.
O que observar? A largura das tiras do top e da calcinha, a estampa e a cor do tecido, enfeites (broches, cintos, bordados, fivelas), se o modelo é mais ou menos cavado, a forma do top (meia-taça, faixa, com bojo ou sem, com drapeado ou lisa, frente única, cortininha).
Zepper concorda que a maioria das mulheres não está satisfeita com o próprio corpo. “A silhueta da mulher brasileira é tipo ampulheta, ou seja, ela tem peitão, cintura fina e quadril largo. O mais engraçado é que elas são revoltadíssimas com suas formas acentuadas, sendo que mulheres do mundo inteiro gostariam de ter as curvas da brasileira”, comenta Zepper.
Ele garante que ninguém precisa se esconder porque não tem o corpo enxuto das estrelas da passarela. Basta usar de bom senso e abusar dos truques na hora de escolher o biquíni. No mais, é vestir o modelo escolhido, tirar a roupa sem medo de arriscar e curtir intensamente as oportunidades, o calor e o verão. Confira as dicas e arrase por aí.
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Tops aumentam ou tiram volume dos seios
Mulheres magras, com seios pequenos, podem abusar dos tops tipo cortininha e frente única. Mas, segundo o consultor Odil Zepper, quem quer “turbinar” as formas pode ter grandes aliados nos modelos drapeados e com bojo. Pregas e enchimentos dão volume ao corpo feminino.
Mas se o excesso de volume é que é o problema, a dica é optar pelos modelos “taça”. Eles aumentam um pouco o tamanho dos seios, mas têm maior poder de sustentação.
“Só que sem o bojo, para não correr o risco dos seios ‘explodirem’ para fora da peça, o que fica feio. Com alças um pouco mais largas, porque as muito finas podem afundar na pele e salientar gordurinhas e dobras. E sempre num modelo não muito cavado, de modo que o top cubra todo o seio, inclusive na lateral”, recomenda Zepper.
Ele adverte que os tops tipo “faixa” só devem ser usados por mulheres magras e com seio de tamanho médio, pois eles achatam seios pequenos e projetam seios volumosos.
“Se a opção é pelos maiôs, o tomara-que-caia é ideal para as de seio médio ou as que têm costas e ombros muito largos. Já os modelos frente única valem para todas e ainda alongam a silhueta”, salienta.
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Forma do quadril determina modelo da calcinha
De acordo com o consultor Odil Zepper, a escolha da calcinha do biquíni deve levar em consideração, principalmente, o tamanho do quadril e o comprimento das pernas.
Biquínis de amarrar só são indicados para mulheres bem magrinhas, pois as tiras podem ‘afundar’ na pele das mais cheinhas, deixando ondulações desagradáveis.
Para quem tem quadris largos e volumosos, a sugestão são as calcinhas mais laguinhas. “Mas também sem exageros, porque as tiras largas demais acabam
salientando o quadril. Um meio termo é ideal”, comenta.
“Mulheres que querem disfarçar os quadris devem evitar estampas, bordados, cintos e outros enfeites nessa região do corpo, pois são artifícios que chamam atenção e podem tornar-se o ponto focal das pessoas. Nesse caso, o ideal seria usar uma calcinha mais sóbria, de cor mais escura, e um top mais exuberante, de modo que você consiga desviar a atenção do quadril para os seios”, acrescenta.
Calcinhas com tiras de largura média imitando cós favorecem mulheres com pernas muito compridas. “E tem a opção do sunguete de vôlei, que vem com tudo nesse verão e vai bem para todos os corpos”, arremata.