Nilson Ferraz Paschoa, chefe de gabinete do secretário estadual da Saúde, Luiz Roberto Barradas Barata, estará em Bauru amanhã. Ele vai visitar o Centro de Tratamento e Reabilitação em Saúde Mental Sebastião Paiva, mantido pela Sociedade Beneficente Cristã, que atende cerca de 240 pacientes de Bauru e região e corre o risco de fechar as portas devido a dificuldades financeiras.
A informação é do deputado estadual Pedro Tobias (PSDB), que agendou a visita de Paschoa ao hospital. “O chefe de gabinete da Secretaria da Saúde vem conhecer de perto as instalações do Paiva e o trabalho de recuperação dos pacientes desenvolvido pela instituição”, adiantou Pedro Tobias.
Recentemente, o deputado solicitou ao secretário da Saúde, Luiz Roberto Barradas Barata, a liberação de recursos financeiros para serem destinados ao Paiva. “A referida entidade encontra-se em dificuldades para sanar suas despesas e deverá encerrar suas atividades no próximo dia 28 de janeiro, uma vez que ficou inviável sobreviver com os recursos pagos pelo SUS”, explicou Pedro Tobias em seu documento oficial enviado ao governo do Estado.
Introduzir o portador de transtornos mentais no convívio social, sem segregá-lo em um manicômio. Esta tem sido a proposta do Programa de Saúde Mental da secretaria, que tem diminuido a necessidade de internações integrais em hospitais psiquiátricos. O chefe de gabinete da Secretaria da Saúde também deverá aproveitar sua visita a Bauru para explicar detalhadamente a política de saúde mental adotada nos últimos anos no Estado de São Paulo.
Em 1995, haviam 80 hospitais psiquiátricos estaduais em São Paulo, 20 a mais que atualmente.
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Delegacia Participativa
O deputado estadual Pedro Tobias solicitou ao secretário da Segurança Pública do Estado, Saulo de Castro Abreu Filho, a instalação de uma Delegacia Participativa em Bauru.
A Delegacia Participativa é um novo modelo de atendimento ao público. Conta com Registro Digital de Ocorrências (RDO) e o atendimento é realizado por senhas eletrônicas. “Este novo conceito é mais seguro do que os distritos comuns, pois não abrigam presos em carceragens”, diz.
O deputado lembra que as delegacias participativas começaram a ser implantadas pelo governo do Estado em 2002 e que elas se destacam pela qualidade, humanização e agilidade. “As pessoas que se dirigem às delegacias participativas recebem serviço de pré-atendimento, no qual é realizada uma triagem e o encaminhamento aos diversos setores”, frisa.