Turismo

Quente e perto

Eliane Barbosa
| Tempo de leitura: 4 min

Alunos de um dos mais tradicionais estabelecimentos de ensino particular de Bauru trocaram este ano a viagem de formatura a Caldas Novas por um passeio revigorante por perto e com todos os atrativos do águas quentes goiano: fecham as malas para se hospedar no Aguativa Resort de Cornélio Procópio, Norte do Paraná.

Com o mesmo propósito, uma família inteira de dentistas pretende descansar lá durante os dias de festas, evitando aquele cansaço comum quando o assunto é ceia para muita gente.

De carro, ônibus ou avião, o resort vem recebendo cada dia mais visitantes encantados com a natureza que o cerca, recebendo recomendação até de publicações especializadas como a revista Viagem & Turismo.

Conhecer o Aguativa acaba sendo uma grande surpresa já que nem todos sabem que, no Norte do Paraná, as águas também brotam a uma temperatura de 37 graus, abastecendo todas as seis piscinas do complexo.

Marcos Barroso, por exemplo, se surpreendeu com o que encontrou sem a necessidade de viajar dez horas de ônibus para curtir tobogãs, piscinas térmicas, orquidários, cavalos e montanhas.

O hotel está localizado numa área privilegiada de 42 alqueires, entre Cornélio Procópio e Londrina, cercada pelo verde o que por si só já garante paz e tranqüilidade.

Foi e lembra o ambiente de uma fazenda, mas com toda a comodidade. Hospedando-se em apartamentos ou em chalés - cada área tem um nome - o hóspede tem contato direto com a paisagem, incluindo orquidário, jardim japonês e o Caminho dos Sentidos, esse desenvolvido por um médico alemão que se encantou com o lugar.

Usando materiais diversos como granito, areia e palha, ele projetou o caminho para ser percorrido sempre por duas pessoas juntas: uma necessariamente descalça e com os olhos fechados que é conduzida pelo labirinto de aromas.

“De olhos vedados você vai tentando adivinhar no que está pisando, ao mesmo tempo em que vai sentindo os cheiros das ervas maceradas manualmente por quem a conduz”, conta Paula Ignez.

O final da “trilha” é gratificante pelo bem-estar que as ervas proporcionam e por ficar documentada na sola dos pés as partes do corpo que estão mais sensibilizadas.

Dados importantes que abrem o caminho para o mapa da reflexologia. Esses pontos sensíveis, doloridos, deverão ser, a partir de então, melhor trabalhados, inclusive nas sessões de massagem oferecidas pelo resort.

A implantação do Caminho dos Sentidos se tornou possível pelo fato do complexo ser todo emoldurado pela natureza. Um cenário composto por uma grande diversidade de plantas, mais de 2 mil de várias espécies, espalhadas por toda a extensão do resort, algumas em extinção, formando um espetáculo de cores e formas.

As “bebês” de Fábio

Em meio à natureza, merecem destaque o Orquidário e o Jardim Japonês cuidados com todo o carinho pelo jardineiro Fábio. Fascinado por suas plantas, ele conta que elas se desenvolvem a partir de sementes que são enviadas pelo Aguativa a Londrina para serem polinizadas.

Retornam como cultura, passando a receber cuidados redobrados. São seus “bebês”, necessitando, às vezes, de até oito “mamadeiras” (regas) ao dia para ficarem fortes a ponto de serem transferidas para vasos maiores.

O Orquidário Aguativa conta com 56 espécies de orquídeas totalizando mais de 2 mil plantas já colocadas nas árvores, além de orquídeas “in vidro”.

Ao lado do Orquidário, funciona uma estufa destinada a produção de todas as mudas das plantas espalhadas pelos jardins do hotel. É o eterno ciclo da vida se renovando e sendo respeitado.

Além do Orquidário, o Jardim Japonês encanta os visitantes. Não só pela riqueza de detalhes, mas pela “peixinha” Biju (carpa) que toma a sua ração na mamadeira oferecida em horários especiais pelos tratadores e hóspedes do hotel.

Para compor o jardim de inspiração oriental, foram selecionadas plantas adaptadas ao nosso clima e solo, favoráveis ao desenvolvimento de muitas espécies empregadas neste tipo de paisagismo. Foram utilizadas plantas como azaléias, camélias, íris, bambuzas, orquídeas, tuias, pinheiros, buxinhos e a cerejeira, planta símbolo do Japão.

Nos caminhos do jardim, seixos foram dispostos para massagear os pontos energéticos dos pés, bem como bancos de madeira foram distribuídos para a contemplação do local. “ Vale ressaltar que um jardim japonês é repleto de simbologias e, entre os elementos que o compõem, utilizamos a torre de pedras (que segundo a tradição oriental harmoniza o jardim, mandando embora os maus fluídos), a ponte suspensa, o lago, o torii, as lanternas japonesas e o orquidário, instalado ao lado do jardim”, detalha Adriana Marinho de Assis, uma das responsáveis pelo projeto.

Ou seja, foi um espaço estudado detalhadamente para que o visitante possa usufruir de seus encantos da melhor forma possível.

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