Entrelinhas

Entrelinha

Da Redação
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• Na contramão

A Câmara Municipal de Presidente Prudente aumentou de 13 para 19 o número de vereadores, na última semana, contrariando resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O município, que tem 144 mil eleitores, deveria manter o mesmo número de vereadores para a legislação 2005-2008. Mas a manobra não deverá adiantar: só serão empossados os diplomados pelo TRE. Os demais, serão suplentes.

• Leitura básica

Incrível como há câmaras que não se atentam para as leis ou resoluções maiores que regem o sistema republicano. Por sinal, os vereadores debutantes, que vão iniciar seu primeiro mandato a partir de segunda-feira da semana que vem, deveriam, sem exceção, ler, antes de mais nada, o regimento interno do Legislativo e a Lei Orgânica Municipal.

• Dever de casa

Depois, recomenda-se sintonia com as entidades que organizam a classe e também com decisões de instâncias como a Assembléia Legislativa e Congresso Nacional. Poucos vereadores se preocupam em tomar conhecimento dos deveres da função. Por isso, na maioria das câmaras a minoria domina tanto pela presença política como pela ignorância dos colegas.

• Pescaria

O prefeito Nilson Costa já está preparando a tralha para uma pescaria no Mato Grosso do Sul, às margens do rio Aquidauana. Ele viajará assim que passar o bastão da prefeitura municipal ao prefeito eleito Tuga Angerami (PDT). Nilson é o Entrevistado da Semana da edição de hoje do JC. O prefeito faz um balanço de sua gestão.

• Avaliações

Nilson fez um governo longe de ser unanimidade, seja pelo sim ou pelo não. Como ele próprio diz, houve muitos improvisos, mas houve também acertos e erros e o julgamento agora é da história. O prefeito não conseguiu fazer o sucessor. O desempenho de seu candidato (Antonio Marsola) já pode ser considerado um pequeno veredicto.

• Eleição agita

E nesta semana de poucas atividades políticas, o vácuo só não é maior porque haverá posse no dia 1 e eleição da direção da Câmara Municipal. Neste último caso, tudo caminha para um nome que seja uma espécie de consenso. O mais forte é o de Paulo Madureira (PP), que agrada ambos os lados - leia-se grupos do prefeito e da oposição.

• Aglutinador

Paulão, como é conhecido nos meios políticos, esportivos e carnavalescos tem experiência no comando da Casa e é considerado um político aglutinador. Mas há outros nomes, inclusive o do vereador mais votado, Rodrigo Agostinho (PMDB), que trabalha por seu nome.

• Olho em 2006

Rodrigo é um nome de respeito, mas pode ter seus planos atrapalhados por ser considerado um virtual candidato a deputado em 2006. Parece haver um pacto silencioso entre as bancadas de que não se deve apostar em nomes com potencial para vôos políticos mais elevados. É o jogo da política.

• Última hora

De qualquer forma, é muito prematura qualquer aposta definitiva. Há outros nomes na mesa e eleição de comando da Câmara, por vezes, é decidida nos minutos finais, haja vista as inúmeras alternativas de composição que oferece.

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