Troar de canhões, silvos horríveis de bombas que caem e com estrondo explodem de encontro ao solo e as casas. Matraquear sinistro de metralhadoras, estampidos secos e melancólicos de fuzil, roncos de tanques e de aviões supersônicos, corpos que se fragmentam em dezenas de pedaços, gente que agoniza, sangue que se esvai, feridos que pedem ajuda para viver, outros imploram para morrer, crianças que trazem na face estampada a máscara do medo, do horror, da dor, chamando seus pais, com fome, frio. Mulheres em gritos histéricos e lancinantes, soluçam sobre corpos de entes queridos, outras trazem marcas profundas das noites de vigília e terror, sem saber quem é o próximo a morrer. Onde estamos Senhor? Será o inferno de Dante? Não, é simplesmente a guerra, fria, cruel, são homens que matam, homens que morrem quase sempre sem saber o porquê de tudo isto, sem saber como começou ou como e quando terminara tudo.
Talvez o começo tenha sido uma discussão de embaixador, de presidentes, que entre uma taça de champagne, ou um whiskies, rabiscou alguma lei, alguma imposição que o outro não aprovou, ou por um desejo de domínio, por interesse em um pedaço de terra, por sede de poder, pelo seu ego. Ou talvez fosse pela ambição, pela “glória”, por um sonho louco de ganância desenfreada, de sede de sangue de maníacos guerreiros. Valerá a pena tanta morte, tanta desgraça, tantas mutilações de corpos e de almas, de cérebros que ficarão abalados com tanta destruição?
Será que os maometanos, os cristãos, os budistas, os espiritualistas, os islamitas, os católicos, e tantos outros seguidores de homens abençoados que só pregavam a paz, o amor, a compreensão, bondades, harmonia, não se envergonham do ódio que pregam, horror dos crimes que cometem?
Será que se esqueceram que existe um Deus universal, que é somente amor, que não usa farda americana, russa, alemã, judaica, israelita, ou de outra qualquer nação? Será que partes dos povos que habitam o planeta terra, estão contaminadas com um vírus tão arrasador da razão, que transforma homens em feras bestiais?
Será que ao fim de tudo valerá a pena? Será que o “vencedor” terá coragem de ostentar com orgulho o galardão da “vitória”, sabendo a carnificina que causou? Será que terá como olhar de frente outros homens, ou mesmo simplesmente um espelho e ver refletida a imagem lançada por seu subconsciente de corpos mutilados, mortos aos milhares, de lamentos e gritos de crianças, das mães, irmãs, filhos, esposas, corpos aleijados de seres humanos de todas as idades? Não, não creio, tenho certeza, que nesta hora a dor do arrependimento, tardio, da vergonha, será bem maior e mais dolorida do que a dor dos que morreram, ou sofreram todos os horrores da guerra.
Mundo, homens, amigos, buscai a solução, usai a fórmula mágica da paz, do amor, ajoelhai mesmo que seja em um cantinho escondido, voltai o pensamento a Deus, implorai perdão, todos nós irmanados em uma única corrente. Você também que comete crimes contra seu semelhante, estuprando, assaltando, roubando, furtando, ou fazendo algo contra si ou seu semelhante, por exemplo, usando drogas, viciando crianças inocentes, ou contra seus semelhantes, sigam por favor os mandamentos divinos, pois um dia nós prestaremos contas ao Senhor, lembrai sempre o que Ele nos ensinou, principalmente neste Natal e Ano Novo, carreguem consigo sempre estas frases “Amai-vos uns aos outros” e “Paz na terra aos homens de boa vontade”. Um próspero Ano Novo.
Ary Bueno - RG 3.388.584