Foi unamidade entre os jogadores e também os que não atuam mais nos gramados, como o ex-zagueiro bauruense Júlio César, que uma das principais ações para diminuir a pobreza é a união de todos na busca por uma solução contra a miséria. E que o futebol pode contribuir.
“A satisfação de ajudar o próximo através do futebol é nossa obrigação. Eu fiz um esforço grande para estar aqui e agradeço a boa vontade de todos os jogadores e principalmente da população de Bauru que, assim como eu, quer ver essa cidade cada vez mais justa e sem pobreza”, disse Júlio César.
O goleiro Maurício, do Noroeste, foi outro atleta que revelou a vontade de ajudar de alguma maneira os mais carentes. “É gratificante você participar de uma festa com propósito tão importante como este. Bauru e região deram um show de solidariedade.”
Em relação ao jogo de ontem, quando o goleiro teve que enfrentar atacantes como Carlos Alberto, do Porto, e Alecssando da Ponte Preta, Maurício usou o bom humor. “Eles são ótimos jogadores, mas a minha sorte é que o Luís Fabiano e o Denílson estão no meu time, porque enfrentar feras deste quilate eu não desejo nem para o meu maior inimigo”, brincou.
Já o outro goleiro da partida de ontem, o bauruense Fernando Henrique, do Fluminense, revelou que além de ajudar o próximo, outro bom motivo foi a possibilidade de trazer seu amigo, o zagueiro Rodolfo, ex-Fluminense.
O volante Claudecir, que vem participando de todas as edições do Jogo Solidário também teceu comentários otimistas. “A alegria é muito grande de presenciar o campo cheio e saber que muitos que não têm nada vão ter o que comer por um tempo”, analisou.
Rodrigo, do São Paulo, já prometia voltar no ano que vem. O zagueiro está otimista para a disputa da Libertadores em 2005. “Nós vamos jogar para ganhar. Este ano saímos da competição de um jeito que não foi legal. Agora é aprender com os erros e entrar para ganhar”, disse.
“É uma causa nobre e também o momento para se divertir com os amigos”, confessou Carlos Alberto, do Porto.